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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 66

A praia era um caos de música alta e maresia, mas meus sentidos estavam bloqueados, sintonizados apenas nela. Fui buscar os drinks, mas meus olhos nunca deixaram de vigiar a silhueta curvilínea de Clara contra a luz da lua.

Quando voltei, o cenário havia mudado. O perigo não vinha do mar, mas de dois tipos que vestiam roupas festivas, como se o carnaval pudesse camuflar o veneno que carregavam. Parei atrás de uma barraca, as sombras me ocultando, e observei. Vi o exato momento em que o corpo de Clara se retraiu. Ela se encolheu, dando um passo trêmulo para trás, como se estivesse diante de fantasmas. Meu instinto de predador rugiu; eu não sabia quem eram, mas já sabia que os odiava.

— Nossa, você está aqui sozinha? Que milagre — a mulher disparou, o desdém pingando de cada sílaba.

— Saiu lá do Pará e veio parar logo no Rio, né? Que trajetória engraçada... — o homem comentou, inclinando-se, o hálito de álcool e maldade perto demais do rosto dela. — Já largou de ser a "namorada do papai"... ou o velho cansou de você?

O sangue subiu à minha cabeça em uma onda de fúria cega. Quem eram aqueles vermes para deixarem a minha mulher naquele estado de humilhação? Meu corpo se moveu por conta própria, movido por uma autoridade que dobrava o mundo ao meu redor. Caminhei até eles com passos pesados, atravessando a areia como se eu fosse o dono daquela costa.

Passei meu braço pela cintura dela com uma firmeza inquestionável, colando o corpo dela ao meu. Senti o choque térmico — a pele dela estava fria de pavor, a minha queimava de posse. Era um gesto silencioso: “Eu cheguei. E agora o mundo de vocês acaba.”

Ela teve um espasmo de surpresa, mas se entregou ao meu toque. Tremores, respiração curta, o pânico dilatando suas pupilas... cada sinal de sua vulnerabilidade me atravessava como lâminas de gelo.

— Oi, amor. Demorei? — Minha voz saiu grave, um trovão baixo carregado de uma possessividade que eu fazia questão de esfregar na cara daqueles dois.

Clara levantou o rosto para mim, os olhos esmeralda brilhando sob as luzes do luau, perdidos em um mar de choque. Antes que ela pudesse gaguejar, inclinei-me e depositei um beijo firme em sua testa — um selo de proteção. Minha mão desceu pelo seu ombro, apertando-a para que ela sentisse que eu era o seu porto seguro, o seu muro de concreto.

— Aqui, seu drink. — Entreguei o copo a ela sem desviar os olhos dos intrusos. — Quem são esses? Seus amigos?

Clara tentou processar a minha audácia, a boca entreaberta, o peito subindo e descendo freneticamente. A mulher à nossa frente estava de boca aberta, olhando para mim como se tivesse visto um deus furioso emergir do oceano.

— Quem é ele, Clara? — a mulher perguntou, a voz trêmula de insegurança.

Eu não daria espaço para mentiras ou hesitações.

— Eu sou o namorado dela — declarei. Curto. Grosso. Final. Segurei a mão de Clara, entrelaçando nossos dedos com tanta força que não restava dúvida de quem mandava ali. — Adrian Cavallieri. Estamos juntos desde o minuto em que ela pisou nesta cidade.

O silêncio que se seguiu foi cortante. O tal Theo empalideceu e deu um passo atrás ao ouvir meu sobrenome. O peso do império Cavallieri costumava causar esse efeito em insetos.

— Eu sou Clarice e este é o Theo — a mulher finalmente conseguiu falar. — Conhecemos a Clara da faculdade, lá no Pará. Ela... desapareceu há alguns meses. Ficamos surpresos em encontrá-la aqui.

— O Átila, o ex dela, também está por aqui com a gente — Theo acrescentou, lançando uma isca de veneno. — Ele faz Direito e está em um dos blocos vizinhos.

Senti o corpo de Clara ter um espasmo violento. O nome desse tal "Átila" a atingiu como uma chicotada invisível. Eu apertei a mão dela, dando uma pequena sacudida firme para trazê-la de volta para o meu domínio.

— Vocês não querem jantar conosco? — Clarice disparou, tentando desesperadamente medir o tamanho do peixe que Clara tinha fisgado.

CAP. 66 -  Clara já é minha 1

CAP. 66 -  Clara já é minha 2

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