Pov/ Adrian
O voo de volta foi um inferno silencioso. Minha cabeça latejava, o veneno de Aurora ainda circulando no meu sangue. Quando chegamos em casa, as meninas estavam em frangalhos. Agarraram-se às minhas pernas no meio da sala, chorando como se o mundo estivesse prestes a acabar.
— Papai, você não precisa de uma namorada! — Geovana soluçou, o rosto vermelho. — A gente é o suficiente, não é? Se você colocar outra mulher aqui, a gente foge!
— Mas a Clara… se fosse a Clara, não seria ruim — Ângela murmurou, dividida entre o ciúme e o carinho que sentia pela babá.
Ajoelhei-me no tapete e puxei as duas para um abraço apertado. Eu precisava ser o porto seguro delas, mesmo enquanto eu mesmo naufragava.
— Escutem bem — disse, a voz firme, mas carregada de amor. — Eu não tenho nada com a Clara além do trabalho. Mas prestem atenção no que vou dizer: independentemente de qualquer mulher que passe pela minha vida, vocês duas continuam sendo as maiores preciosidades do meu mundo. Ninguém toma o lugar de vocês. Entenderam? Eu sou o pai de vocês antes de ser qualquer outra coisa.
Beijei o topo da cabeça de cada uma até que os soluços diminuíssem. Ângela enxugou o rosto com a mãozinha e perguntou, esperançosa:
— O nosso aniversário ainda vai ter a festa da Bela e a Fera?
— Vai sim, meu amor. Eu prometi, não prometi?
Elas finalmente relaxaram e subiram com a babá de folga que as esperava. Foi então que Adelaide surgiu na sala. O olhar dela era de quem sabia ler cada linha da minha alma.
— Que recepção, hein, menino? — comentou, aproximando-se.
— Nem me fale, Adelaide. Como foi a cirurgia da sua mãe? Ela está bem?
— Está se recuperando, graças a Deus. — Ela me deu um abraço rápido, daquele aperto de mãe que eu nunca tive. — Mas e você? Como aguentou aquela jararaca da sua tia? O que pretende fazer?
Suspirei, jogando a cabeça para trás no sofá.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido