— O que vamos fazer hoje? — ela sussurrou, a voz trêmula contra o meu peito.
Afastei-me apenas o suficiente para encarar aqueles olhos escondidos pela máscara.
— Você disse que queria que eu fizesse com você o que faço com as outras — minha voz saiu como um rosnado baixo, carregado de promessa. — Hoje, eu vou te mostrar como eu reivindico o que é meu.
Conduzi-a até o centro da sala, onde um suporte de aço formava um arco imponente. Algemas de couro macio pendiam ali, à espera.
— O que eu tenho que fazer? — perguntou, observando as correntes.
— Fique parada — ordenei. — E continue vestida. Quero o prazer de destruir cada pedaço de tecido que ousar esconder sua pele de mim.
Levei-a até o suporte. Meus movimentos eram precisos, mas havia uma delicadeza que me irritava. O Adrian queria cuidar; o Imperador, dominar. Prendi seus pulsos acima da cabeça. Ela ficou ali, o peito subindo e descendo num ritmo acelerado.
Aproximei-me, roçando os lábios em sua orelha, descendo pelo pescoço até sentir o pulso martelando na jugular. Minha mão percorreu a lateral do corpo dela, sentindo a curva do quadril por cima do vestido, testando a resposta entre suas coxas por sobre o tecido da calcinha. Ela estava pronta.
— Você disse que eu podia te tocar, Mel… — murmurei. — Hoje eu vou provar cada centímetro.
— Pode… — ela ofegou. — Por favor.
Peguei a tesoura de corte preciso sobre a mesa de apoio. O som do metal cortando o ar foi o único aviso. Comecei a rasgar o vestido preto: primeiro nos ombros, depois descendo pelo busto, deixando o tecido cair aos pés dela como pétalas mortas. O que a tesoura não levava, minhas mãos arrancavam com urgência bruta.
Quando terminei, ela estava ali. Presa sob a luz âmbar, nua, elevada pelo arco — como uma oferenda em um altar profano. Observei-a por longos segundos. Vi as marcas que ela mencionara na praia: as cicatrizes nas costas deixadas pelo pai-monstro. Ela tentou se encolher, o rosto corando sob a máscara.

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