POV/ CLARA
Acordei no meio da madrugada com o frio do lençol ao meu lado. O Imperador não estava lá. Meu coração deu um solavanco e eu me levantei, a porta estava entre aberta e fui caminhando na ponta dos pés até perto do corredor e ouvi voz dele, baixa e tensa, vindo de algum canto.
— Olha, você não pode ir. A gente ainda não resolveu tudo — a voz do Imperador ecoou, carregada de uma urgência que me feriu.
— Depois a gente conversa — ouvi a voz de uma mulher do outro lado— Depois que você a deixar, a gente conversa.
— O assunto ainda não está acabado — ele insistiu. — Eu preciso de mais.
O mundo girou coloquei a cabeça para fora e vi Isadora. Minhas pernas fraquejaram e eu voltei para a cama tateando o escuro.
Ele estava com outra. Ele estava com a cereja a Isa. Ele não me quis hoje porque estava com ela. Ele me odeia. Ele percebeu que eu sou um lixo e foi buscar alguém que não esteja quebrada.
Encolhi-me em posição fetal, chorando baixinho, sentindo cada soluço rasgar minha garganta até ouvir os passos dele voltando. Fechei os olhos, mas ele percebeu.
— Ah, você acordou... — ele sussurrou, sentando-se na borda da cama. — você precisa de alguma coisa?
— Eu... eu quero água — pedi, sem conseguir olhá-lo.
Ele me serviu o copo com uma paciência que me doía. Beber a água não tirou o gosto amargo da traição que eu imaginava. Ele começou a fazer carinho no meu cabelo novamente, um toque leve que durou até eu ser vencida por um sono povoado de pesadelos.
*********
Acordei às oito da manhã. A luz do sol entrava pelas frestas das janelas escuras, O imperador ainda dormia do meu lado, mas não trazia calor. Saí do clube com passos apressados, querendo apenas desaparecer, mas parei bruscamente quando vi a figura encostada em um carro logo à frente.

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