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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 86

O abraço da Isadora em casa foi a única coisa que me impediu de desmoronar totalmente. Passamos o dia de sábado juntas, comendo sorvete e assistindo a filmes tristes, tentando fingir que o mundo lá fora não tinha desabado.

— Você não precisa ir para o clube hoje, Clara. O Imperador vai entender inventa alguma coisa para ele — Isadora disse, segurando minha mão.

— Não. Eu vou.

Eu precisava ir. Precisava da Mel para sufocar a Clarinha.

Mais tarde no clube diante do espelho enorme no banheiro, minhas mãos não paravam de tremer enquanto eu tentava passar o batom vermelho. Olhei para o reflexo no espelho do camarim e não vi a Mel, a mulher fatal que o Imperador desejava. Vi a menina que apanhava em silêncio. A menina que ouviu a mãe gritar até a morte no quarto ao lado.

A voz dele no telefone ainda ecoava: "Clarinha...".

Eu precisava que o Imperador me amarrasse, que me dominasse, que me fizesse esquecer que eu tinha um nome ou um passado. Eu queria o peso das mãos dele para apagar o fantasma do meu pai. Mas o ar do clube parecia mais pesado hoje. Cada sombra no corredor parecia ter o rosto do Wagner. Cada toque de um cliente que me cumprimentava me fazia querer vomitar de nojo.

— Mel? O Imperador está te esperando na Sala Privada — a voz da recepcionista anunciou.

Respirei fundo, ajustando a máscara de coragem. Mas, por dentro, eu só queria desaparecer. Se ele me visse assim, ele saberia que algo estava errado. O Imperador não aceitava fraquezas, e eu estava despedaçada.

Quando entrei na sala, o ar estava diferente. Ele não estava em pé, esperando com a autoridade de sempre. Estava sentado, as mãos entrelaçadas, olhando para o nada. Quando me viu, ele não veio até mim com aquela fome que sempre me incendiava. Levantou-se devagar, quase hesitante.

— Mel — ele disse, e sua voz não era um comando.

Era um suspiro quebrado.

Eu me aproximei, esperando o impacto, esperando ser jogada contra a parede. Que me apertasse, que me usasse que me fizesse gozar. Eu queria ser destroçada sexualmente até não sobrar nada de mim. Mas ele apenas segurou meu rosto com uma delicadeza que me assustou.

CAP. 86 -  Sou uma mercadoria estragada. 1

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