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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 91

POV/ ADRIAN

Eu me sentia um estranho dentro da minha própria pele. A vulnerabilidade dela tinha se tornado a minha, e o fato de eu não poder estar lá, segurando a mão dela enquanto ela dormia, estava me corroendo por dentro.

— Só faça o que eu mandei — ordenei, voltando minha atenção para o celular.

Passei a segunda e a terça em um estado de alerta constante, uma corda esticada prestes a arrebentar. Eu não viajei, não fechava contratos, não vivi. Eu apenas esperava. Esperava o próximo sinal de perigo.

E ele veio na tarde de quarta, com a voz trêmula de Isadora do outro lado da linha. Eu estava almoçando quando o celular tocou.

— Adrian... a Clara está aí?

— Não. Por quê?

— Ela não está em casa. O dono do prédio disse que viu ela saindo para a padaria... mas ela não voltou.

O copo de cristal na minha mão estilhaçou, cortando minha palma, mas eu não senti nada. A fúria que eu estava represando explodiu. Minhas filhas olharam assustadas para os cacos no chão. O monstro tinha pegado a minha Mel.

Olhei para o nada, sentindo o Imperador dar lugar a algo muito mais sombrio.

Eu estava pronto para transformar Porto Alegre em um cemitério para encontrá-la.

Liguei para a delegacia e todos vieram para minha casa, mantive contato com meu amigo hacker para rastrear o celular de clara, mas estava desligado. Os policiais falavam, mas as vozes eram apenas ruídos brancos e irritantes. Eles faziam recomendações protocolares, diziam para eu esperar que agisse estrategicamente.

Estrategicamente? Eles não entendiam. Eles não viram as fotos. Eles não sabiam o que aquele monstro era capaz de fazer.

O silêncio na sala da mansão era tão espesso que parecia sufocante. Eu sentia o suor frio escorrer pela minha nuca, mas meu corpo ardia. Os policiais ao redor eram apenas borrões; suas vozes, um ruído branco irritante que não fazia sentido. Estratégia? Protocolo? Eles falavam de estatísticas, eu falava da minha vida.

Eu falava da Clara.

Cada segundo sem saber dela era uma facada. Eu andava de um lado para o outro, sentindo meus músculos retesados como cordas de aço prestes a arrebentar. O mundo tinha sumido. Tudo o que restava era o som ensurdecedor do meu coração batendo nos meus ouvidos. Tum-tum. Tum-tum. O ritmo do meu desespero.

De repente, o toque estridente do celular de Izadora cortou o ar como uma navalha. O visor brilhava com o nome de Clara. Izadora atendeu com as mãos tremendo tanto que quase derrubou o aparelho.

— Você não tem... mas o "namorado" dela tem. Eu ligo em duas horas. Estejam com o dinheiro pronto ou a próxima foto não vai ser dela dormindo.

Antes que ele desligasse, eu tomei o controle. Minha voz não era mais a de Adrian, o pai carinhoso. Era a voz do Imperador, gélida e mortal.

— Eu te dou um milhão — eu disse, cada palavra saindo como um tiro.

Houve um silêncio do outro lado. Wagner soltou uma risada seca.

— Ora, ora... não sabia que a minha filha valia tanto para você, senhor. Um milhão? Parece que ela é mais especial do que eu imaginei.

— Escuta bem, seu desgraçado — continuei sentindo o ódio ferver no meu sangue, uma promessa de morte selada em cada sílaba. — Se você encostar um único fio de cabelo dela, se você sequer olhar para ela de um jeito que eu não goste, eu juro pela alma das minhas filhas: eu vou caçar você até o fim do mundo. Você vai implorar pela morte, e eu vou garantir que você sofra por cada segundo que a manteve nesse buraco.

— Você fala grosso para quem está perdendo, Adrian. Duas horas. Eu ligo com o local. Não tente nenhuma gracinha com a polícia se quiser ver o rosto dela inteiro de novo.

O clique do desligar ecoou como um trovão. Olhei para o lado e vi Adelaide retirando as gêmeas da sala às pressas; elas não podiam ver o pai naquele estado de fúria cega.

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