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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 92

POV/ Adrian

Liguei imediatamente para o Mathew. Eu precisava de um milhão de reais em notas não sequenciais. Eu precisava de armas. Eu precisava de sangue.

Minutos depois, a porta da mansão se abriu com estrondo. Mathew entrou correndo, o rosto suado, a respiração ofegante. Ele olhou para os policiais, para Izadora em prantos e para mim, segurando o celular como se fosse esmagá-lo.

— Adrian, pelo amor de Deus, o que está acontecendo aqui? — a voz dele parecia vir de outra dimensão, mas foi o suficiente para me trazer de volta à realidade da guerra que estava começando.

Eu o olhei, mas não o enxerguei de verdade. Contei o que estava acontecendo com frases curtas, atropeladas. Mathew levou a mão à cabeça, empalidecendo. Ele tentou dizer algo, mas eu já tinha voltado a andar. Eu estava em modo de guerra.

No banco, meus contatos moviam montanhas para separar um milhão em espécie.

— Senhor Cavallieri, o dinheiro está pronto, mas a polícia recomenda que não o leve. Podemos armar uma emboscada — disse um dos oficiais.

Eu parei e olhei para ele com um ódio que o fez recuar dois passos.

— Eu vou levar a porra do dinheiro — minha voz saiu grave, vibrando com uma fúria contida. — Eu não me importo com o valor. Eu dou dez, cem milhões se for preciso para tê-la de volta inteira. Dinheiro é papel. Ela é a minha.

Mathew arregalou os olhos. Ele nunca me viu assim. Ninguém nunca me viu assim. Ele tentou colocar a mão no meu ombro, um gesto de conforto.

— Calma, Adrian. Vai ficar tudo bem. Respira, cara...

A polícia tentou me cercar de novo, pedindo para eu não fazer nada precipitado. Eu apenas balancei a cabeça, fingindo concordar, mas no meu celular já estava trocando mensagens com homens que me deviam favores de sangue. Homens que não seguiam protocolos e inclusive um Hacker que me disse onde ela estava.

Entramos no carro. O silêncio voltou a me envolver, quebrado apenas pelo som do motor. Eu estava indo buscar a minha mulher. E se o Wagner achava que conhecia o inferno, ele não perdia por esperar o que o Imperador faria com ele.

Pouca gente sabia, mas aos dezessete anos, eu não era o herdeiro de um império tão grande; eu era apenas um jovem quebrado tentando fugir de si mesmo. Alistei-me no exército e passei dois anos lá, como uma penitência pela morte do meu tio. Aprendi a caçar, a atirar, a ser invisível e implacável. Eu tinha porte de arma e, desde que descobri o passado da Clara, uma pistola 9mm descansava debaixo do banco do meu carro. Era o meu seguro.

— Você vai mesmo matar ele, Adrian? — Mathew perguntou, a voz tensa enquanto dirigia.

— Eu vou fazer algo pior, Mathew. Até o diabo vai puxar uma cadeira para assistir o que eu vou fazer com esse lixo.

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