POV/ Adrian
Liguei imediatamente para o Mathew. Eu precisava de um milhão de reais em notas não sequenciais. Eu precisava de armas. Eu precisava de sangue.
Minutos depois, a porta da mansão se abriu com estrondo. Mathew entrou correndo, o rosto suado, a respiração ofegante. Ele olhou para os policiais, para Izadora em prantos e para mim, segurando o celular como se fosse esmagá-lo.
— Adrian, pelo amor de Deus, o que está acontecendo aqui? — a voz dele parecia vir de outra dimensão, mas foi o suficiente para me trazer de volta à realidade da guerra que estava começando.
Eu o olhei, mas não o enxerguei de verdade. Contei o que estava acontecendo com frases curtas, atropeladas. Mathew levou a mão à cabeça, empalidecendo. Ele tentou dizer algo, mas eu já tinha voltado a andar. Eu estava em modo de guerra.
No banco, meus contatos moviam montanhas para separar um milhão em espécie.
— Senhor Cavallieri, o dinheiro está pronto, mas a polícia recomenda que não o leve. Podemos armar uma emboscada — disse um dos oficiais.
Eu parei e olhei para ele com um ódio que o fez recuar dois passos.
— Eu vou levar a porra do dinheiro — minha voz saiu grave, vibrando com uma fúria contida. — Eu não me importo com o valor. Eu dou dez, cem milhões se for preciso para tê-la de volta inteira. Dinheiro é papel. Ela é a minha.
Mathew arregalou os olhos. Ele nunca me viu assim. Ninguém nunca me viu assim. Ele tentou colocar a mão no meu ombro, um gesto de conforto.
— Calma, Adrian. Vai ficar tudo bem. Respira, cara...
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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido