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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 93

POV/ ADRIAN

Chegamos ao galpão da linha de trem desativada. O lugar fedia a óleo velho, ferrugem e abandono. Peguei a mala com o dinheiro, vesti o colete à prova de balas por baixo do paletó e prendi a arma no cós da calça, escondida.

Entrei no galpão gritando, minha voz ecou nas vigas de metal.

— Wagner! Apareça!

Wagner surgiu das sombras, com um sorriso que fedia a cigarro e maldade.

— Você? Cadê a Isadora? Eu confio nela, não em você.

— A Isadora está abalada demais para lidar com um verme como você — cuspi as palavras.

— Ela sempre foi fraca — Wagner riu, desdenhoso. — Tentou "comprar" a amizade da minha filha, mas a Clarinha nunca entendeu que só está viva por minha causa. Que ela me deve tudo. Aquele corpo é meu. Foi feito por mim.

Senti o uísque da noite anterior querer voltar. O nojo quase me fez vomitar.

— Ela não te pertence. Ela é minha. Ela é toda minha — dei um passo à frente, a voz mortalmente calma. — E eu vou comprar o que resta da sua "posse" agora. Aqui tem dois milhões de reais. Pegue, vá embora e se eu sentir o seu cheiro a menos de mil quilômetros dela, eu te enterro vivo.

— Como vou saber que não é uma armadilha? — ele perguntou, nervoso, olhando para os lados.

— Você não sabe. Ou acredita em mim e sai rico, ou morre agora.

Meus olhos arderam, uma mistura de lágrimas de ódio e fúria pura. Com as mãos tremendo, comecei a rasgar a minha própria camisa, usando o tecido caro para limpar, com uma delicadeza desesperada, o rastro de sêmen na perna dela. Eu queria arrancar aquela marca da pele dela, queria que nunca tivesse acontecido.

— Não precisa se preocupar, bonitão — a voz de Wagner veio lá do fundo, debochada. — Eu não fodi com a minha própria filha... ainda. Aquilo foi só uma despedida. Usei a mão e um pouco de cuspe. Ela era minha, eu fiz o que eu quis.

Levantei-me devagar. Wagner ainda contava o dinheiro, rindo. Ele não viu a morte chegando. Ele não viu que o homem à sua frente não era mais um empresário, mas o próprio carrasco.

Um alívio doentio tentou surgir por saber que ele não a tinha estuprado de fato, mas foi esmagado por uma raiva ainda maior. Que tipo de monstro faz isso com o próprio sangue? O nojo me deu náuseas.

— Me dá o seu celular. Agora — minha voz saiu num sussurro mortal. Eu sabia que ele tinha a filmado. Lixo como ele não muda o padrão.

— Você está muito nervoso, chefe... — Wagner puxou um canivete do bolso, a lâmina estalando no silêncio do galpão. — Acho melhor você pegar sua boneca e ir embora antes que eu mude de ideia sobre o dinheiro.

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