POV/ ADRIAN
Chegamos ao galpão da linha de trem desativada. O lugar fedia a óleo velho, ferrugem e abandono. Peguei a mala com o dinheiro, vesti o colete à prova de balas por baixo do paletó e prendi a arma no cós da calça, escondida.
Entrei no galpão gritando, minha voz ecou nas vigas de metal.
— Wagner! Apareça!
Wagner surgiu das sombras, com um sorriso que fedia a cigarro e maldade.
— Você? Cadê a Isadora? Eu confio nela, não em você.
— A Isadora está abalada demais para lidar com um verme como você — cuspi as palavras.
— Ela sempre foi fraca — Wagner riu, desdenhoso. — Tentou "comprar" a amizade da minha filha, mas a Clarinha nunca entendeu que só está viva por minha causa. Que ela me deve tudo. Aquele corpo é meu. Foi feito por mim.
Senti o uísque da noite anterior querer voltar. O nojo quase me fez vomitar.
— Ela não te pertence. Ela é minha. Ela é toda minha — dei um passo à frente, a voz mortalmente calma. — E eu vou comprar o que resta da sua "posse" agora. Aqui tem dois milhões de reais. Pegue, vá embora e se eu sentir o seu cheiro a menos de mil quilômetros dela, eu te enterro vivo.
— Como vou saber que não é uma armadilha? — ele perguntou, nervoso, olhando para os lados.
— Você não sabe. Ou acredita em mim e sai rico, ou morre agora.

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