Eu não esperei.
Corri na direção dele com a velocidade de um predador. Wagner tentou um golpe de cima para baixo com o canivete, mas eu esquivei para o lado, sentindo a lâmina rasgar o tecido do meu terno no ombro. Antes que ele pudesse reagir, acertei um soco direto no seu nariz. Ouvi o osso quebrar um estalo seco que me deu um prazer sombrio.
Ele cambaleou, mas tentou me cortar de novo, girando a lâmina em direção ao meu abdômen. Eu segurei o pulso dele com uma mão e, com a outra, desferi uma sequência de socos brutais no seu estômago e no rosto. Ele tentou me chutar, mas eu o joguei contra uma das vigas de ferro do trem.
O canivete dele cortou meu antebraço, um rasgo ardido, mas eu mal senti. A adrenalina era meu anestésico. Recuei um passo, saquei a 9mm do cós da calça e, sem hesitar um segundo, disparei.
O estrondo do tiro ecoou como um trovão no galpão. A bala atravessou o pé dele, prendendo-o quase literalmente no chão. O grito que ele deu foi música para os meus ouvidos.
— Você poderia ter ido embora — eu disse, caminhando devagar até ele enquanto ele se contorcia no chão, segurando o pé ensanguentado. — Você poderia ter ficado milionário. Mas não tem como eu deixar você sair livre depois do que fez com ela.
— Você vai me matar? — ele arquejou, o rosto coberto de sangue e suor. — Vai em frente, assassino!
— Não — encostei o cano frio da arma na testa dele, vendo-o tremer. — Eu não vou te matar porque eu não sou um assassino de almas pequenas como a sua. Mas o que eu vou fazer com você... vai fazer você desejar nunca ter nascido. A morte seria um presente, Wagner. E eu não dou presentes para vermes.
Sem dar tempo para ele responder, girei a arma na mão e desferi uma coronhada violenta na sua têmpora. Ele apagou instantaneamente, caindo como um saco de lixo sobre o próprio sangue.
Peguei o celular dele no chão e o guardei. Limpei o sangue do meu rosto com as costas da mão e liguei para o Mathew.
— Mathew! Agora! Traga a maca e os homens.
Ouvi os passos dele ecoando pelo corredor de metal do trem desativado, correndo desesperado. Olhei para a Clara, ainda desmaiada, cobri as pernas dela com o que restava do meu paletó.
— Acabou, meu anjo — sussurrei, as lágrimas finalmente caindo enquanto eu a pegava no colo. — Ele nunca mais vai encostar em você. Eu juro pela minha vida.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido