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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 95

POV/ ADRIAN

Fechei a porta da ambulância e a vi partir sob as sirenes. O calor do corpo dela ainda estava na minha pele, mas meus olhos já tinham voltado a ser de gelo.

— Mathew — chamei pelo rádio. — Me leve para o galpão de carga.

Agora, a misericórdia tinha acabado. O Adrian que amava Clara estava menos apreensivo; o Imperador que odiava Wagner Marx estava indo para o galpão.

E ele não teria piedade.

O galpão de carga era úmido e fedia a mofo, mas o silêncio lá dentro era o que eu precisava. Wagner estava amarrado sobre uma mesa de metal, nu da cintura para baixo, com um curativo no pé tremendo como a folha seca que ele sempre foi. Entrei devagar, rodeando a mesa como um predador que não tem pressa.

— Eu achei tudo, Wagner. Cada vídeo, cada rastro de lixo que você deixou na internet sobre ela — minha voz era um sussurro gélido.

Coloquei um grande maço de notas de cem reais sobre a mesa, ao lado da cabeça dele.

— Quando terminarmos aqui, você vai desejar ter morrido lá no trilho do trem. Mas não se preocupe, eu trouxe médicos para garantir que você não morra de hemorragia. Eu sou um cara influente, Wagner. Posso te achar em qualquer buraco deste mundo.

— O que... o que você vai fazer? — ele arquejou, os olhos arregalados de pavor.

— Eu não vou te matar — inclinei-me sobre ele, sentindo o cheiro do seu medo. — Primeiro, porque eu não sou um assassino de almas pequenas como já disse. Segundo, porque você não chegou a estuprá-la de fato. Se tivesse feito isso, você não estaria vivo para ouvir esta conversa. Mas eu sou um homem racional e, acima de tudo, sou a favor da vingança.

Fiz um sinal com a mão. A porta lateral se abriu e uma fila de doze homens entrou. Homens grandes, brutais, com olhares vazios de qualquer piedade. O sangue de Wagner fugiu do rosto.

Saí do galpão. Quando a porta de ferro se fechou, os gritos começaram. Sons agudos, desesperados, súplicas que rasgavam o silêncio da noite.

Me encostei na porta e fiquei parado alguns minutos ouvindo os gritos dele, enquanto era torturado e tinha o seu violado por muitos homens fortes e cruéis. Provavelmente precisaria de cirurgia e eu pagaria o melhor para não morrer. Ficaria preso pelo resto da vida e se arrependeria de tudo que fez a Clara.

— NÃO! POR FAVOR! PARA COM ISSO! ESTÁ DOENDO! — a voz de Wagner ecoou uma última vez antes de eu entrar no carro.

Fechei a janela, abafando o som. O Imperador tinha feito o seu serviço. Agora, o homem que amava Clara precisava voltar para o hospital.

FIM POV/ ADRIAN

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