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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 97

O aniversário das gêmeas estava chegando e cada dia a mansão parecia um formigueiro. Eu ainda me sentia estranha o espelho mostrava que eu tinha perdido alguns quilos, meu rosto estava mais anguloso e minhas roupas mais folgadas, reflexo de tudo o que passei. Mas, apesar da fragilidade física, havia algo novo em mim: um começo de paz.

O Adrian e a Isadora não me deixavam sozinha por um segundo. Era engraçado, quase uma conspiração silenciosa. Se a Isa ia para a cozinha, o Adrian surgia no corredor. Se ele ia para o escritório, ela aparecia com um suco. Eles eram minhas sombras, e pela primeira vez na vida, ter sombras não me causava pavor, me causava segurança.

Naquela tarde, fizemos o último ensaio da dança na sala principal. As meninas estavam eufóricas, saltitando ao redor enquanto esperávamos a música começar.

— Clara, você vai conseguir o giro final? — Ângela perguntou, preocupada.

— Vou sim, meu amor. Eu treinei muito — respondi, sorrindo de verdade.

A música começou a tocar. Adrian se aproximou e, quando sua mão tocou minha cintura para iniciarmos os passos, senti aquele choque elétrico de sempre. Ele foi extremamente paciente, guiando meus movimentos com uma leveza que eu não sabia que ele tinha.

Eu estava tão concentrada em não pisar nos pés dele minha maior meta para esse aniversário que nem percebi quando o ensaio fluiu perfeitamente. Pela primeira vez, os passos encaixaram, o ritmo estava certo e eu não tropecei.

— Você foi perfeita — ele sussurrou perto do meu ouvido, quando a música parou.

A Isadora nos observava do canto, com um sorriso de quem sabia muito mais do que dizia. O ensaio acabou com as meninas comemorando e nos fazendo prometer que no dia 12 seria exatamente daquele jeito.

Eu só esperava que, até lá, meu coração entendesse a diferença entre a Mel que busca o fogo e a Clara que, finalmente, está descobrindo o que é viver em paz.

Nas últimas semanas, notei uma mudança. Adrian e Isadora estavam próximos. Próximos demais. Eu os via conversando pelos cantos, rindo de piadas internas, trocando olhares que eu não conseguia decifrar. Parecia que eles tinham um segredo, uma conexão que me excluía. Eu me sentia como a irmã mais nova de uma namorada, alguém que é cuidada, mas que não faz parte do círculo íntimo.

O ciúme ardeu, mas eu o abafei. Eu não tinha direito de sentir aquilo. O Adrian era meu patrão; ele tinha sido um anjo, mas não éramos nada... certo?

— Você está maravilhosa, Clara — Adrian disse ao me encontrar na base da escada. Ele estava impecável em um terno sob azul escuro sob medida, o porte de quem comanda o mundo.

— Obrigada, Adrian. Você também e a fera menos fera que já vi — respondi sorrindo, mas desviando o olhar para a Isadora, que sorria para ele logo atrás.

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