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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 96

POV/ CLARA

Acordei com o som baixo do monitor cardíaco, mas o que me trouxe de volta à realidade foi o calor. Adrian estava sentado ao meu lado, segurando minha mão como se ela fosse o fio que o prendia à terra. Quando nossos olhares se cruzaram, não precisei de palavras. Ele se jogou nos meus braços, escondendo o rosto em meu pescoço.

Me levantei com a ajuda dele e continuei abraçando. Era tão familiar. Tão natural. O cheiro dele, o peso dos seus braços me envolvendo... era como se eu tivesse passado a vida inteira fugindo e, finalmente, tivesse encontrado a porta de casa.

— Está tudo bem, Clara — ele sussurrou, a voz rouca, passando a mão na minha cabeça com uma ternura que me desarmou. — Não precisa se preocupar. Ninguém nunca mais vai machucar você. Eu juro.

Eu chorei. Chorei por cada golpe que levei do Wagner, por cada palavra cruel do Átila, por cada vídeo vendido naqueles fóruns malditos. E quanto mais o Adrian dizia que eu estava segura, mais as lágrimas vinham, lavando a sujeira que eu sentia na alma.

— Pode chorar — ele murmurava. — Deixe tudo sair. Eu estou aqui.

Isadora apareceu na porta pouco depois. O olhar dela para o Adrian era de um respeito que eu nunca tinha visto. Ela se aproximou, me abraçou e, por um longo tempo, ficamos ali, os três, em um silêncio que curava.

Três Semanas Depois

A recuperação foi lenta, dolorosa e necessária. O hospital me deu alta, mas a mente demorou mais a sair daquele porão. Com o apoio do Adrian, comecei a fazer terapia. Precisei encarar meus monstros de frente.

Tomei uma decisão difícil, mas libertadora: eu não voltaria ao clube por enquanto. Pedi demissão temporária da persona "Mel". Percebi que a minha busca pelo Imperador, aquela necessidade de ser dominada e de sentir dor para mascarar o vazio, era apenas um reflexo do que eu não tive do meu pai. Não era saudável. Eu estava tentando curar um trauma criando outro.

Por outro lado, o Adrian... ele era paz. Ele era tranquilidade. Estar com ele não me causava dúvidas ou medo; causava serenidade. Eu ainda não sabia nomear o que sentia, mas Isadora fez questão de me dar um choque de realidade um dia desses:

— Clara, aquele homem arriscou tudo. Ele enfrentou o seu pai, ele moveu o mundo, ele pagou milhões e garantiu que o Wagner recebesse exatamente o que merecia.

Eu ri baixo quando a Isa me contou, por alto, o fim que o "lixo" teve.

CAP. 96 - Pós traumático 1

CAP. 96 - Pós traumático 2

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