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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 224

Capítulo 224 — Bastidores Macabros

Taylor Costello

O nosso sábado tinha absolutamente tudo para ser perfeito, glorioso e memorável. Sol brilhando no céu limpo, piscina com água cristalina, petiscos impecáveis e toda a nossa enorme e barulhenta família reunida.

Mas, no instante em que eu vi aquela loira entrar pelo portão lateral com cara de quem tinha acabado de fugir de um enterro, eu soube na hora que o nosso dia seria tudo, menos tranquilo.

A minha primeira reação foi querer esganar a criatura, óbvio. Quem tem limite é município, e o meu instinto com ex-namorada folgada sempre foi descer o sarrafo. Só que a Fernanda e a Juliet simplesmente me quebraram ao meio com suas atitudes e argumentos.

Ver a maturidade da minha Ferferzinha acolhendo a mulher e ouvir a Ju me lembrando de que a garota estava apanhando e fugindo de um agressor nojento fez a minha marra desmoronar. Eu tive que engolir o meu orgulho, rever os meus conceitos e dar um voto de confiança para a Katlyn, acreditando que ela só estava ali para sobreviver e não para atrapalhar a paz do casal.

Depois que a Fer e a Katlyn conversaram lá dentro, ficamos todas juntas na beirada da piscina. Bebemos alguns drinques leves, rimos das palhaçadas de sempre e ficamos admirando as nossas crias gastando energia na água rasa com a supervisão das babás.

Mas o clima ainda tinha uma ponta estranha no ar, e não fui apenas eu quem notei; a Emma também estava com a antena ligada.

De repente, o Ozzie veio até a nossa roda, trocou carinhos com a Fer e levou a minha amiga, a Katlyn e a Esther em direção ao anexo lateral. O restante de nós ficou nas espreguiçadeiras, acompanhando a movimentação esquisita dos homens ao redor da churrasqueira.

— Eu vou lá falar com o Dam. — Emma avisou, colocando-se de pé com a mão na cintura e a expressão decidida.

Juliet estendeu a mão com calma e a segurou pelo pulso.

— Ainda não, meu bem. O Eli acabou de ir atrás dele. Deixe os meninos conversarem e se entenderem primeiro.

Emma assentiu devagar, soltando o ar pelo nariz, mesmo visivelmente contrariada.

Para quebrar o gelo, a Penny pegou o celular, ajeitou os cabelos e bateu palmas chamando a nossa atenção.

— Meninas, vamos aproveitar essa luz perfeita da tarde para tirar uma foto linda pra postar! Junta todo mundo aqui!

Olhei para os lados e bufei.

— Ah, não! Sem a Ferferzinha e sem a Tete a foto não vira de jeito nenhum! — avisei, já me levantando da espreguiçadeira e ajeitando a saída de praia. — Eu vou lá no anexo buscar as duas agora mesmo.

Penny sorriu com o aparelho na mão.

— A gente espera, corre lá!

Marchei pelo gramado verde em direção à sala de vidro do anexo. De verdade, tudo o que eu queria naquele momento era apenas resgatar as minhas amigas para fazer a porcaria de uma foto em grupo.

Eu não tinha a menor intenção de ficar bisbilhotando ou ouvindo conversa alheia por trás da porta, mas o universo simplesmente adora me colocar no meio das piores bombas.

Quando cheguei perto do vidro, o som das vozes lá dentro estava nítido. Eu ouvi o Snake soltar, com aquele deboche habitual, que alguém tinha morrido. Ouvi o Ozzie reclamar da boca aberta dele e a Esther exigir saber a verdade.

Fiquei congelada no lugar quando escutei os detalhes sobre a Izabel morta e a fuga da Verônica, e quase caí para trás quando a Katlyn começou a relatar a insanidade daquela cretina da Verônica.

Quando a voz grave do Snakinho decretou que bicho acuado daquele nível não tem nada a perder e parte para o ataque, decidi que já tinha ouvido o suficiente.

Empurrei a porta de vidro com tudo, abrindo um sorriso cínico.

— Tá rolando uma festinha e ninguém me convida?

Tentei agir com a maior naturalidade do planeta, fingindo demência total para não demonstrar que eu tinha escutado cada vírgula sobre a morte da Izabel e a caçada à psicopata da Verônica.

Avancei pela sala, passei o braço pela cintura da Fernanda, peguei na mão da Esther e comecei a arrastar as duas em direção à saída. Olhei por cima do ombro para a Katlyn, que nos observava com receio.

— Você também pode vir loira.

Katy assentiu rapidamente e começou a nos seguir pelo jardim.

— Oh Tay, o que está acontecendo?— Ozzie gritou lá de dentro da sala.

Virei apenas o pescoço e berrei a plenos pulmões pelo quintal.

— ASSUNTO DE MENINA!!

Continuei puxando as duas pelo caminho enquanto a Katlyn vinha logo atrás de nós.

— Taylor, pelo amor de Deus, o que aconteceu de tão grave para você invadir a sala daquele jeito? — Esther perguntou, tentando soltar a mão do meu aperto.

— Nada demais, mulher! A Penny quer tirar uma foto de todas nós juntas para postar e eu disse que não tiraria de jeito nenhum sem vocês duas!

Esther bufou alto, revirando os olhos azuis.

— É sério, Taylor?! É sério que você fez todo esse drama e esse suspense absurdo por causa de uma mísera foto?!

Dei de ombros com a cara mais deslavada do mundo.

— Fazer o que se eu sou apegada e não vivo sem vocês, minhas bebês? Podem me julgar à vontade!

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