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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 15

Respirei fundo e, mantendo a compostura, dei minha ordem à minha avó:

— Vovó, vá até Alexander com seu celular e coloque-me no viva-voz.

Ela arfou, claramente entretida com minha ideia.

— Finalmente decidiu usar o cérebro, hein?

Imaginei minha avó avançando com a rapidez de um vendaval em direção ao casal. E lá estava ela, colocando-se entre os dois como um general em campo de batalha, soltando:

— Alexander, sua esposa quer falar com você.

O silêncio do outro lado era tão sólido que podia se partir em pedaços.

Suspirei, lembrando que minha avó e tecnologia não se davam muito bem — para aprender a deslizar o dedo e atender uma chamada, foram meses de luta. Mas, fosse sorte ou o destino me ajudando, o silêncio seguia, indicando que eu havia sido ouvida. Aproveitei e soltei:

— Senhor Speredo, por acaso autorizei você a transformar meu apartamento em seu armário? Porque suas coisas estão espalhadas pela minha sala de estar como se fosse sua. Está planejando trazer o guarda-roupa inteiro da próxima vez?

Eu queria dizer, indiretamente, algo como: “Olivia, querida, esse homem não conhece limites, aparece na minha casa, faz o que quer — e azar o meu por ainda ser casada com ele.”

Meus lábios se curvaram num sorriso satisfeito, imaginando o impacto das minhas palavras, mas então a voz de Alexander veio, com uma risada presunçosa:

— Sem necessidade de levar meu guarda-roupa, esposa. Em breve você estará de volta aqui… onde é o seu lugar.

Senti o sangue pulsar. Ele só podia estar brincando.

Eu? Voltar? Ainda mais na frente de Olivia? Para o Alexander que eu conhecia, tão cuidadoso com seu precioso status, isso seria como jogar gasolina no fogo. Mas ali estava ele, ofendendo a queridinha do papai poderoso, e tudo para me desestabilizar.

Ponderei minhas opções. Se concordasse, passaria a mensagem errada — eu queria distância daquele homem. Mas discordar daria uma vitória a Olivia, e isso era impensável. Meu tormento devia ter ficado claro pelo silêncio, porque Alexander, num tom macio como seda, murmurou:

— Charlotte…

O jeito como ele falava meu nome me atingiu. A suavidade da voz dele era tão familiar, exatamente como nos tempos em que estávamos juntos — ou até mesmo aquele provocativo “esposa”, um título que ele fazia questão de enfatizar.

De repente, fui transportada a uma daquelas raras noites de trégua, quando ele soltou, quase casualmente:

— Gosto do seu nome.

Ele nunca disse que gostava de mim, mas o jeito como dizia meu nome, bem… dava quase para acreditar. Ele adorava me chamar para as coisas mais triviais, com um tom de quem exige e se diverte ao mesmo tempo:

— Charlotte, o cobertor não cobre suas costas. Vai sentir frio depois.

Ou então:

— Charlotte, está faltando um dos meus sapatos.

E, claro, o clássico:

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