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O CEO Que Odeio Não Quer Dar O Divórcio! romance Capítulo 41

Estávamos ali, lado a lado no sofá, ele compenetrado no laptop e eu fingindo assistir à TV. O silêncio confortável, até que a pergunta escapou antes que eu pudesse evitar:

— A sua mãe sabe que você está morando aqui?

Ele mal ergueu os olhos, com aquela frieza costumeira.

— Por que ela deveria saber?

Revirei os olhos, sem me importar se ele visse.

— Porque, se soubesse, já teria invadido meu apartamento com aquele clube de senhoras chiques dela. Ia me chamar de ladra do filho precioso, ou alguma outra bobagem.

Alexander suspirou e respondeu com uma tranquilidade perturbadora:

— Ela não ousaria falar mal de você de novo.

O encarei, cética.

— Como isso é possível? Ela cortou a língua?

Dessa vez, ele levantou o olhar para mim com uma paciência fria, como se a explicação fosse óbvia demais para discutir.

— Porque você está acima dela agora, Charlotte. É a esposa do CEO. Ela depende da minha… generosidade. — Ele sorriu, um sorriso quase imperceptível. — Nem um cachorro morde a mão que o alimenta.

Ouvir Alexander falar da mãe assim era desconcertante, e, ainda que me custasse admitir, provocava um arrepio estranho.

— Você é CEO da empresa que o marido dela deixou para você. Se a irritar de verdade, ela ainda pode tirar tudo de você — insisti, quase esperando uma reação.

Ele fechou o laptop, se virando para mim com um olhar sério, porém quase suave.

— Está enganada. Eu não herdei a empresa. Eu assumi, Charlotte. Obriguei meu pai a vender todas as ações, todos os direitos para mim. Hoje, sou o CEO porque sou o único dono. E, por misericórdia, poupei a Jackson Speredo do escândalo de uma falência pública.

Fitei Alexander, tentando processar o que aquilo significava.

— Você… você é mesmo tão poderoso assim?

Ele deu um leve aceno de cabeça, sem sinal de vaidade, e voltou ao trabalho, mas não antes de soltar uma frase que se fixou em mim.

— Mas de que serve esse poder se falhei em manter minha própria família?

Permaneci quieta, observando seu perfil. Ele já havia mencionado algo sobre assumir a empresa, mas… como eu poderia entender qualquer coisa sobre negócios? Eu lembrava vagamente de uma briga que ele tivera com a mãe, por minha causa. Tudo começou porque escrevi um artigo revelando a fraude de uma amiga dela — o que resultou em uma onda de investigações e na apreensão dos bens da mulher. Minha sogra, furiosa, veio até mim, me chamando de “pobre ignorante”, como se eu tivesse culpa pelo caráter questionável da amiga.

Eu tentei argumentar, lógico, mas não havia lógica que a fizesse enxergar razão. Ela seguiu gritando até perder a voz.

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