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O PAI DA MINHA AMIGA romance Capítulo 61

Mahjub Al-Makki

Mas uma vez sendo obrigado a passar um tempo com a Hope, meus avós estava na poltrona a minha frente irritados com o que havia dito a eles.

Mas fala sério, não quero me casar com uma bailarina, tem tantas garotas no mundo muçulmano que seriam melhores para ser minha esposa que a filha de um senador e uma médica, que está se esforçando para entrar no Bolshoi.

Não que Hope seja uma linda garota, mas ela jamais estará no mesmo nível que estou, preciso de uma mulher que conheça as nossas tradições, que aceite abrir mão de sua família para viver para mim ao meu lado.

Aos meus quase vinte e dois anos estou pronto para me tornar o sheik, já que meu amado avô está a cada da mais debilitado.

O voo para capital da América foi tão cansativa que a única coisa que queria é poder ir conhecer as famosas casas noturnas do meu cunhado, já que as poucas vezes que vim visitar a Laís e meus sobrinhos, nunca consegui conhecer as boates.

Chegamos na casa que meu avô comprou para não ser necessário ficar em hotel sempre que fosse obrigado a vir para passar um tempo com a Hope. Estou nessa de conhecer a minha futura esposa desde quando ela fez oito anos e estava perto dos quinze.

Minha mãe por vários motivos insistia que devia continuar com essa loucura que eles programaram para a minha vida. Assim como a Laís que assumiu o posto de nossa mãe nos negócios. Para o meu azar, todos eles estariam aqui conosco para ter a certeza que não faria nada que pudesse sair do controle de seus planos.

Chegamos em casa e fui direto para o quarto, precisava me refrescar e pensar e como fugir desse acordo nupcial.

No dia seguinte a casa estava cheia, movimentada com a família toda aqui, realizei a minha oração matinal e pedi a Alá que me livrasse dessa ideia. Desço para me encontrar com meus pais e meus irmãos, que pelo jeito estava deixando o nosso avô feliz do que me lembrava.

Acho que não terei o prazer de dar um bisneto ao sheik Salim Al-Makki em vida e isso estava me entristecendo, quero que meu avô tenha certeza que nossa linhagem vai continuar, que não é preciso que seja com a Hope.

— Filho! — Minha mãe exclama ao levantar da mesa.

— Bom dia, mãe! — Deixo um beijo em sua testa. — Bom dia a todos.

Sento ao lado do meu cunhado que parecia irritado com alguma coisa que via no celular.

— Tudo pronto para essa noite, já está com o anel para oficializar um compromisso? — Meu pai diz e todos se virão para mim.

Então uma ideia louca passa em minha cabeça, da última vez que estive aqui, Hope me disse que deseja ser profissionalizar e se tornar uma bailarina e que não era do desejo dela se casar.

— Não comprei meu pai, por um bom motivo. — Respiro fundo.

Viro na direção do chefe da família naquele momento, por mais que na mesa estava as pessoas que mais amo e que mandam em seus territórios, na casa do sheik ele é o soberano.

— Espero que seja muito bom… — Meu avô fala com dificuldade.

— Sheik, quero lhe dar o prazer de ver a sua linhagem perpetuar… — Sou interrompido por minha avó.

— Está louco demos nossa palavra a família Mattia…

Viro para o meu avô e vejo em seu olhar a decepção pelo que me ouviu dizer, sabia que estava indo contra tudo o que ele me ensinou sobre honra e sobre a sua palavra ser única.

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