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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 11

Capítulo 11

Dolores entrou no quarto, pegou o celular e viu na tela que não tinha sinal.

Suspirou, irritada.

- Não pode ser...

Caminhou até a janela, ergueu o aparelho, ficou na ponta dos pés, virou o corpo para a esquerda, para a direita...

Nada.

Bufou e decidiu sair.

Caminhou até a varanda, olhou para o céu, para a tela, para as barras do sinal como se pudessem crescer com a força da vontade.

Desceu a escada da varanda e continuou andando. Passou pela horta. Pelo caminhão de ração estacionado. Pelos galpões.

A cada passo, um olhar para o celular. E nada. Zerado.

- Mas que inferno de silêncio tecnológico...

Afastou-se mais do que percebeu, os sons da fazenda estavam ficando distantes. O vento ali era mais forte. Até que, de repente: 1 barra. E então 2.

Dolores ergueu o celular mais alto.

- Vamos, vamos...

3 barras.

- ALELUIA!

Apertou rápido o botão de chamada e esperou.

Depois de dois toques, escutou a voz do assistente:

- Nossa, até que enfim! Já estava pensando em mandar o exército pra te salvar do grandão.

Dolores revirou os olhos, rindo.

- Exército, FBI, CIA, qualquer coisa, porque sinal aqui é mais raro que paz no meu coração.

Ele gargalhou do outro lado.

- E aí? Está viva? Andando, respirando, sem ser devorada por algum cowboy selvagem?

Dolores mordeu o lábio, lembrando do toque, do corpo quente, da tempestade, das mãos grandes segurando seu rosto...

- Viva, sim. E... hum... inteira - disse sorridente.

- Inteira e sorrindo desse jeito suspeito?

Ele fez uma pausa dramática. Como sempre.

- Ai, Dolores... não me diga que o cowboy do braço grosso e voz grave te laçou.

Ela olhou para o céu.

- Eu... não sei.

- O que significa "não sei"? Ou sabe, ou está sem ar.

Ela riu, nervosa.

- Talvez as duas coisas.

O assistente suspirou com o prazer de quem adora um escândalo romântico.

- Dolores, pelo amor... você sempre foge de homens assim. E agora se trancou numa fazenda com um deles. Isso não é exatamente a sua zona de conforto.

Ela parou. Olhou para trás. Estava longe demais. Não tinha percebido o quanto andou.

- Eu... realmente estou longe.

- O quê?

- Nada. Só preciso voltar antes que alguém... Depois eu te ligo.

- Se sobreviver ao abraço de urso do cowboy, me avisa. Mas, espera... Você conseguiu convencer ele?

- Não, mas estou disposta a fazer o que for preciso para conseguir.

- Ok... assim que possível, me manda mensagem ou liga. Beijo.

Ela desligou sorrindo, mas a alegria se desfez rápido quando algo se moveu no limite da cerca.

O coração acelerou.

Um vulto grande... pesado...

E então, com um mugido lento e nada ameaçador, a verdade apareceu por entre as sombras de uma árvore:

Era apenas uma vaca.

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