Capítulo 13
O vento ainda estava forte quando desceu até a área gourmet. Pedro estava na cozinha, mexendo algo no fogão à lenha.
— Como ela está? — perguntou preocupado.
— Assustada… mas vai ficar bem.
Pedro lhe entregou uma cumbuca fumegante de canja.
— Fiz com capricho. Vai ajudar a esquentar.
Zacky segurou com as duas mãos, o calor subindo pelos dedos.
— Obrigado, Pedro.
Subiu novamente as escadas. Ao entrar no quarto, Dolores estava acordada e olhou curiosa para ele
— Trouxe isso pra você — ele disse, sentando-se na beira da cama.
O cheiro da sopa entrou em suas narinas.
— Hum...
Dolores provou, e fechou os olhos por um segundo.
— Está perfeita… — sussurrou.
Zacky sorriu.
— Pedro caprichou.
A cada gole, a cor voltava ao rosto dela.
Quando acabou, ele tirou a cumbuca e ajeitou o travesseiro.
— Agora dorme. Seu corpo precisa disso.
Dolores o observou, as pálpebras estavam pesando.
— Você vai… ficar por aqui?
Ele hesitou. Um segundo apenas.
Depois puxou a poltrona para perto da cama.
— Vou ficar sim. Aqui. Até você adormecer.
Ela fechou os olhos. Ele apagou a luz, deixando apenas o abajur aceso.
Dolores ajeitou-se entre os travesseiros, mas seu olhar o procurou.
— Poderia me abraçar? — ela pediu suavemente. — Vou conseguir dormir mais rápido assim.
Ele hesitou por três longos segundos.
Mas então ele assentiu.
— Tudo bem — murmurou.
Zacky deitou-se ao lado dela, com cuidado, ergueu o braço devagar, oferecendo-lhe espaço entre seu peito forte.
Dolores se aconchegou no peito dele sem pensar duas vezes. O corpo quente dela encostou no dele.
Os dedos dele tocaram suas costas, depois a cintura, para trazê-la para dentro do seu abraço.
Ela suspirou, satisfeita.
— Você está confortável?
— Mais do que você imagina — ela respondeu, com os lábios roçando levemente a clavícula dele.
Zacky fechou os olhos.
A maciez do corpo dela. O perfume leve do sabonete. A respiração quente contra sua pele.
Ele se obrigou a permanecer quieto… a não explorar a curva do quadril com as mãos grandes, a não beijar o pescoço que estava ali, tão perto, tão convidativo.
Mas não conseguiu se conter por completo.
Seu polegar percorreu devagar a linha da cintura dela, sentindo a temperatura, o tecido do pijama, a pele quente por baixo.
Dolores ergueu o rosto apenas um pouco, os olhos encontrando os dele na luz suave do abajur.
— Você não precisa ter medo de me abraçar — sussurrou ela.
— Eu não tenho medo — ele respondeu, sincero. — Só estou… me controlando.
Ela sorriu, um sorriso perigosamente doce.
— Gosto que você tente...
Ele engoliu seco.
— Dorme — pediu, baixinho,beijando o topo da cabeça dela.
Não era o que ele queria fazer. Mas era o que ela precisava.

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