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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 18

Capítulo 18

A viatura chegou quinze minutos depois, exatamente como prometido. O som das sirenes fez Nyra levantar a cabeça.

Dois policiais desceram, capas impermeáveis e lanterna nas mãos.

- Boa noite, senhor Carter - disse o oficial Rivas, aproximando-se com calma, mantendo uma certa distância da serval. - Esse é o detido? - perguntou o policial achando graça do jeito como o homem estava amarrado parecendo um leitão.

- É sim - respondeu Zacky, abrindo a porta da frente. - Recomendo que não cheguem muito perto sem que eu dê o comando.

Nyra rosnou baixo apenas pela aproximação da luz das lanternas. O invasor, quase fazendo xixi nas calças, ergueu o rosto desesperado:

- Pelo amor de Deus! Levem essa criatura daqui!

Nyra mostrou os dentes, para o homem que se calou.

Rivas ergueu as mãos.

- Tudo certo, menina. Não vamos machucar ninguém.

- Nyra. Observação, não ataque - disse Zacky.

A serval relaxou um pouco o dorso, mas continuou sentada, observando cada respiração do invasor indesejado.

O segundo policial, Ortega, analisou a corda.

- O senhor realmente sabe amarrar.

- Gado, cavalos, ladrões... quem cai na corda, fica - respondeu Zacky, sem humor.

Ortega se abaixou, começou a cortar o nó com cuidado.

- NÃO! Ela vai me morder de novo - gritou o invasor, apavorado, com medo da serval.

- Ela não vai te morder se você não tentar fugir - disse Zacky. - E se tentar... bem, aí eu não garanto nada.

Rivas levantou o homem assim que a corda saiu. Ele gritou de dor ao mover o braço mordido.

- Vamos levá-lo para atendimento no posto. Depois, delegacia - informou o oficial. - O senhor deseja registrar acusação e depoimento?

- Registro completo - respondeu Zacky. - Invasão, porte ilegal de arma e tentativa de agressão.

- Tentativa!? - o homem tentou argumentar. - Aquela besta selvagem quase arrancou meu braço!

Zacky deu um passo à frente, e o bandido imediatamente se calou.

- Ela só atacou porque você apontou uma arma. E só parou porque eu mandei.

Ortega colocou algemas no invasor, por precaução, não por necessidade, já que ele mal conseguia ficar de pé.

Nyra se aproximou um centímetro, e o homem subiu no carro tão rápido quanto a dor permitiu.

- Carter... - disse Rivas antes de fechar a porta da viatura. - Você disse que ele não estava sozinho. Quer que façamos ronda pelo perímetro?

- Sim. E preciso que voltem amanhã para recolher a cápsula de bala e as marcas na janela.

- Vamos providenciar isso.

Ortega bateu a porta, e o bandido olhou para Nyra pela janela, pálido, como se visse a própria morte ronronar.

A viatura fez meia-volta e partiu, rodando devagar na lama, até que as luzes desapareceram na escuridão da estrada.

Nyra lambeu o focinho e se encostou na porta da casa, satisfeita.

Zacky abaixou-se para passar a mão no topo da cabeça dela.

- Bom trabalho, garota. Você salvou minha vida.

Ela respondeu com um som baixo, quase um miado selvagem, esfregando o rosto na mão dele.

Dolores, da porta, observava impressionada como Nyra era inteligente.

- Ela... realmente entende tudo.

- Mais do que muita gente - respondeu ele, olhando para a janela quebrada.

Ele então fechou a porta, tampou a janela como pôde, e virou-se para ela.

- Agora sim... podemos tentar dormir um pouco.

Dolores bocejou, exausta. Ele notou o jeito como ela tentava ficar firme, mas o corpo delicado pedia descanso.

- Vem cá - disse, baixando, e antes que ela pensasse, passou um braço por trás das costas e outro sob os joelhos.

Ele a ergueu com facilidade. Ela suspirou entregue ao gesto.

- Você... sempre pega as mulheres assim? - murmurou, com um sorriso.

- Só as que eu quero manter seguras.

Ele subiu as escadas devagar. E Nyra ficou no térreo, de guarda, próximo à porta.

Zacky empurrou a porta do quarto com o ombro e a deitou com cuidado sobre a cama, ajeitando o travesseiro e elevando com um travesseiro o pé machucado.

- Melhor? - perguntou, baixinho.

Ela assentiu e, quando ele deitou ao lado, sem pressa, ela virou-se e encontrou o peito dele.

Capítulo 18 1

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