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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 39

Capítulo 39

Victor não se conteve. Foi em direção ao escritório de Dolores, incapaz de desgrudar os olhos de Zacky nem por um segundo.

— Ele não é brasileiro… certeza que é estrangeiro ou filho de um — murmurou para si mesmo enquanto caminhava, ajeitando o lenço no pescoço com afetação.

Chegou à porta, abriu com cuidado e entrou decidido a falar, mas travou ao ver Dolores ao telefone.

Ele parou no meio do caminho, mordeu o lábio, respirou fundo e passou os dedos pela franja falsa da peruca, tentando se conter. Batia o pé de leve no chão, ansioso demais para aguardar muito tempo.

— Sim… pode deixar… amanhã cedo eu confirmo — ela disse ao telefone, encerrando a ligação.

No segundo em que desligou, Victor foi até ela, com os olhos brilhando.

— Dolores, meu amor — começou, quase sem fôlego. — Preciso falar com você agora. É uma emergência estética, artística e absolutamente inevitável.

Ela ergueu uma sobrancelha, imaginando confusão.

— Victor… o que foi?

Ele apontou discretamente em direção à área externa, como se estivesse indicando uma obra-prima rara.

— Aquele homem. Aquele cowboy. Quem é ele?

Dolores piscou, surpresa.

— O Zacky.

— Zacky… — ele repetiu saboreando o nome. — Claro que é Zacky. Esse nome só podia pertencer a alguém assim. Dolores, escute-me com atenção: o universo acabou de colocar o protagonista perfeito no seu colo.

Ela suspirou, prevendo o tamanho do problema.

— Victor…

— Não, não, não diga nada ainda — interrompeu, dramático. — Eu senti. Quando bati o olho nele, o roteiro nasceu. Ele é bruto, masculino, intenso… e você, grávida, linda, poderosa. Isso não é só um comercial, é uma experiência sensorial.

Dolores cruzou os braços.

— Ele não é modelo.

Victor sorriu, confiante.

— Querida, isso é o melhor de tudo.

Victor se aproximou mais, apoiando as mãos na mesa.

— Por mim, tudo bem — ela disse, contida. — Não sei se vou conseguir convencer ele.

Victor abriu um sorriso cheio de malícia artística.

— Você dá seu jeitinho feminino. J**a o cabelo, pisca, faz alguma coisa para aquele macho alfa aceitar.

Dolores arregalou os olhos, incrédula.

— Você acha que é tão simples assim?

Victor levou a mão ao queixo, fingindo pensar profundamente.

— Pra você, que é mulher? — fez um gesto amplo, analisando-a da cabeça aos pés. — Deixe-me pensar… acho!

Ela bufou, mas não conseguiu evitar um meio sorriso.

— Victor, ele não é modelo, não é do meio, não gosta de exposição. Ele veio só por causa do bebê.

Victor abriu a boca para responder no automático, mas travou no meio do movimento. Os olhos se arregalaram lentamente.

— …Como é que é?

Dolores percebeu tarde demais o que havia dito.

— Ele é o pai do seu bebê? — perguntou, boquiaberto, levando a mão ao peito como se tivesse acabado de levar um choque.

Ela respirou fundo antes de confirmar.

— É.

Victor ficou em silêncio por dois longos segundos. Então levou a mão à testa, teatral.

— Meu Deus do céu… — murmurou. — Um cowboy maravilhoso, intenso, misterioso e pai do bebê? Isso não é um homem, é um conceito!

— Victor… — ela tentou conter.

— Não, não, não — ele a interrompeu, já andando de um lado para o outro. — Isso muda tudo. Motivação emocional vende muito mais do que beleza vazia. Ele não precisa atuar, querida. Ele é o personagem.

Dolores desviou o olhar por um instante, pensando em Zacky do lado de fora, completamente deslocado naquele mundo de vitrines, espelhos e tecidos caros.

— Ele é reservado… e desconfiado — disse, mais para si mesma do que para Victor.

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