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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 48

Capítulo 48

Não esperou por uma resposta. Aproximou o rosto e a beijou. A língua invadiu a boca doce dela, arrancando-lhe suspiros e fazendo o mundo ao redor desaparecer por alguns momentos deliciosos.

Do outro lado do lago, uma jovem de olhos fechados fez um pedido silencioso antes de jogar uma moeda dourada na água:

“Espero que meu bebê, um dia, encontre o amor… já que eu não tive sorte com ninguém.”

Ao ouvir a moeda tocar a superfície do lago, ela abriu os olhos e as lágrimas contidas desceram. Colocou as mãos no ventre. Havia acabado de descobrir a gravidez. Contou ao namorado naquele mesmo dia; o dia em que completava dezoito anos; que se tornou, ao mesmo tempo, o melhor e o pior aniversário de sua vida. Descobriu que estava grávida e foi abandonada.

O que mais a machucou foi ouvi-lo dizer que havia outra mulher e que ela teria que ir embora para que a outra ocupasse o seu lugar na casa.

A jovem ergueu o olhar e foi então que os viu.

À beira do lago, o casal estava envolvido em um beijo intenso, daqueles que pareciam carregar histórias, saudade e promessas futuras. Ele a segurava com cuidado, como se tivesse medo de machuca-la; ela, por sua vez, se entregava sem reservas, os dedos presos à camisa dele como se aquele contato fosse essencial para respirar.

O peito da moça apertou.

Ela não queria sentir aquilo, mas sentia. Inveja. Uma inveja misturada à dor e ao desejo profundo de um dia viver algo assim. Queria um amor daquele tipo: inteiro, seguro, perfeito aos olhos de quem observa, mesmo que, por dentro, também tivesse cicatrizes.

As lágrimas voltaram a descerem. Ela abaixou o olhar e acariciou o ventre ainda plano, tentando encontrar forças onde só havia medo.

— Um dia… — murmurou para si mesma. — Um dia alguém vai me amar assim. Eu e você.

Do outro lado do lago, Dolores se afastou do beijo, com o rosto corado e o coração acelerado. Ele encostou a testa na dela, sorrindo de um jeito tranquilo.

— Parece que o mundo parou — ele sussurrou.

Ela sorriu, sem saber explicar, mas sentia o mesmo. Tudo, naquele momento, parecia finalmente fazer sentido.

Enquanto isso, a jovem se levantou devagar e se afastou do lago, levando consigo a dor e a esperança de um dia sua história mudar.

A jovem respirou fundo antes de se afastar. Caminhou alguns passos pela trilha, mas algo a fez parar. Voltou-se mais uma vez e viu o casal ainda junto, as testas encostadas após o beijo, sorrindo num momento só deles.

O peito dela apertou.

Não queria sentir inveja, mas sentia. Queria aquele tipo de amor que parecia seguro, inteiro, daqueles que abraçam o mundo e fazem o resto desaparecer.

— Quem sabe um dia eu encontre alguém… — murmurou para si mesma.

Virou-se de vez e seguiu pela trilha, com passos apressados. Precisava ir até a casa onde morava com o namorado ou onde morou. Pegaria o pouco que tinha: algumas roupas e documentos. Não podia ficar ali. Não podia se permitir parar por causa daquele traidor.

Enquanto isso, perto do lago, Dolores sentiu um arrepio estranho, como se algo invisível tivesse passado entre eles. Afastou-se um pouco do beijo e olhou ao redor, mas não viu nada além da água calma e das carpas coloridas.

— Está tudo bem? — ele perguntou, atento.

Ela sorriu, afastando a sensação.

— Está… acho que sim.

Ele a puxou para mais perto, envolvendo-a num abraço. Dolores encostou a cabeça em seu peito, ouvindo o som tranquilo das batidas, sem imaginar que, a poucos metros dali, destinos tão diferentes haviam se cruzado em silêncio: um transbordando amor, o outro tentando sobreviver à dor.

Antes de voltarem para o carro, Dolores notou as moedas reluzindo no fundo do lago. Abriu a bolsa, pegou uma e segurou-a entre os dedos por alguns segundos. Zacky a observava em silêncio.

Ela fechou os olhos e fez um pedido em silêncio: que seu filho fosse um bom homem, que tivesse um coração generoso e fosse feliz. Então lançou a moeda na água cristalina, acompanhando com o olhar até que ela desaparecesse entre as outras.

Zacky não perguntou nada. Apenas se aproximou um pouco mais, compreendendo que haviam desejos que não precisavam ser ditos em voz alta.

Eles saíram e foram para o carro. O beijo parecia ter deixado o clima entre eles mais leve. Dolores sentou no banco do passageiro com um sorriso nos lábios, enquanto ele dava a volta e assumia o volante.

Capítulo 48 1

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