Capítulo 52
Ela olhou para ele, e seu estômago se contraiu. Estava perdida. Nunca sentiu aquilo antes. Ela queria. Queria seu primeiro cliente. Queria de um jeito assustador. Piscou várias vezes tentando entender o que deu nela.
Observou-o caminhar e, mesmo com a claridade limitada do luar, conseguia ver todo o corpo dele. O pau dele estava duro, chegava perto do umbigo, era levemente encurvado, com a cabeça bem grossa. Passou a língua nos lábios. O do ex não era nem a metade disso.
— Você parece um pouco nervosa — disse, apesar de ter percebido o desejo no olhar dela. — Vou fazer você relaxar.
Ele não costumava falar durante o sexo; talvez a quantidade de bebida que ingeriu o tivesse deixado assim, mais falante.
Ela assentiu em silêncio. O tom da voz dele era firme, como a de alguém acostumado a ter o controle de tudo.
Maurício respirou fundo, tentando organizar os próprios sentidos. A bebida havia diminuído suas defesas, mas não seu discernimento. Aproximou-se devagar, dando a ela tempo para reagir.
— Olhe para mim — pediu.
Andréia olhou para ele. Ele tocou de leve sua perna, ela não se afastou. Ele se inclinou, aproximando-se dela, e sussurrou:
— Confie em mim.
Ela fechou os olhos, inspirou fundo… e deixou o momento acontecer.
Maurício abaixou a cabeça e inspirou o perfume dela. Cerrou os dentes ao sentir o cheiro íntimo que o atingiu em cheio. Fazia muito tempo que não transava, e estar ali com ela o deixava à beira do descontrole. O desejo crescia rápido, intenso, enlouquecendo-o a cada segundo.
As mãos dele, grandes e acostumadas ao trabalho pesado, pareciam estranhamente delicadas quando envolveram a cintura dela, depois desceram pelos quadris. Ele a posicionou melhor na cama.
Olhou para ela. Os olhos dela estavam fechados, a boca entreaberta, os seios subindo e descendo com a respiração ofegante. Ela estava linda, vulnerável, e completamente à sua mercê. A visão era quase mais do que ele podia suportar.
— Abra os olhos. Quero que você veja.
Ela abriu os olhos. Olhou para baixo, para ele, entre suas pernas.
Ele não desviou o olhar. Segurando seus quadris, ele baixou a cabeça. O primeiro contato foi com um beijo leve, quase reverente, no interior da sua coxa. Ela arqueou suspirando.
Ele então fechou os olhos, mergulhando no sentido que mais o dominava: o cheiro dela, puro e intoxicante. E então a língua encontrou seu centro.
Foi com a língua larga, plana, que cobriu tudo de uma vez, em uma lambida longa e lenta, da base até o topo. Andréia gemeu alto, os dedos se enterrando no cabelo dele. A sensação era avassaladora. Diferente de tudo.
Maurício não tinha pressa. A bebida pode ter soltado sua língua, mas aprimorou sua concentração nisso. Ele explorou. Com a ponta da língua, encontrou o clitóris que já estava inchado e latejante e começou a traçar círculos firmes e ritmados ao seu redor, depois sobre ele. Ele sentia o corpo dela tremer sob sua boca, ouvia os gemidos que ela não conseguia conter.


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