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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 53

Capítulo 53

Ela ajustou o decote curto do vestido, estalou o chiclete e caminhou com passos decididos até a sala de espera, onde o senhor se apoiava cambaleante em uma poltrona de veludo desgastado. Ele vestia um terno que já foi caro, mas agora estava puído nas bordas, e tinha um ar de quem estava perdido no tempo. O cheiro suave de álcool barato e loção pós-barba antiga emanava dele.

- Boa noite, meu bem - Molly disse, sua voz pegajosa de profissionalismo doce. Ela se inclinou na frente dele, dando-lhe uma vista generosa do que ele estava prestes a, possivelmente, usufruir. - Ouvi dizer que você é um cliente especial. Que tem mãos de fada.

O homem idoso ergueu os olhos lentamente. Seus olhos, embora embaçados pela idade e pela bebida, tinham um foco surpreendente. Ele a observou, do salto alto ao cabelo platinado, sem expressão.

- A Adélia disse que você... sabe fazer uma mulher feliz - Molly continuou, sentando-se no braço da poltrona, bem perto dele. Sua perna roçou na dele. - É verdade?

Um sorriso quase imperceptível tocou os lábios finos do homem.

- A Adélia é uma garota sensível. Aprecia... sutileza. - Ele ergueu uma mão trêmula, mas, ao invés de tocar em Molly de forma grosseira, seu dedo indicador traçou um caminho leve pelo contorno do joelho dela, exposto pela fenda do vestido. O toque foi surpreendentemente gentil. - Você é diferente. Tens fogo. É impaciente.

Molly arqueou uma sobrancelha, um pouco desconcertada. Ele não era o velho gagá que ela esperava.

- Impaciente, eu? Só se for pra coisa boa - ela retrucou, tentando retomar o controle. Pegou a mão trêmula dele e a colocou sobre sua coxa. - Vamos, então. Mostra essa sutileza toda no quarto.

- A pressa, minha querida, é inimiga do prazer - ele sussurrou, seu hálito quente chegando a seu ouvido enquanto ela o guiava pelo corredor escuro, na direção oposta ao quarto onde Andréia e Maurício estavam. - Vamos devagar. Você vai me dizer, com seu corpo, exatamente do que gosta. E eu... eu vou te escutar.

Um calafrio diferente, não de nojo, mas de antecipação, percorreu a espinha de Molly. Talvez o chefe estivesse certo. Talvez houvesse mais naquele homem do que os olhos podiam ver. Ela abriu a porta do quarto.

- Tá bom, vovô - ela disse, o apelido saindo com um misto de ironia e curiosidade. - Me mostra então. E me faz gozar que nem a Adélia. Senão, a piada é sua.

Ele entrou no quarto, e seu olhar percorreu o espaço simples antes de se fixar nela novamente. A fragilidade parecia ter desaparecido por um momento.

- Piadas, minha cara, são para amadores - ele disse, fechando a porta suavemente com a bengala. - Nós, mais velhos, somos profissionais.

Molly piscou curiosa, esperava que ele fosse tudo isso ou ia ter um treco.

***

Maurício aproveitou que o corpo de Andreia ainda estava trêmulo e sensível pela onda de prazer que ele desencadeou. Enquanto seus lábios se encontravam com os dela em um beijo profundo e dominador, ele se posicionou e, num movimento único e certeiro, penetrou-a completamente.

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