Capítulo 63
Andréia levou Dolores até a sala e, com a voz carinhosa, explicou que elas tomariam um chá calmante que Pedro estava preparando e colocaram um filme de comédia, para ajudá-la a relaxar um pouco.
— Thomas vai ficar bem, amiga — disse, sentando-se ao lado dela no sofá confortável, com as pernas esticadas no puff.
Aos poucos, Dolores foi relaxando com o tom doce da voz de Andréia. Em seguida, colocou a mão com cuidado na barriga de quatro meses da amiga.
— Quando vamos saber o sexo?
— Amanhã, eu acho… — Andréia sorriu. — Isso, se ele abrir as perninhas dessa vez.
Dolores sorriu, sentindo o coração aquecer apesar do susto recente.
— Tomara que abra — disse com leveza. — Seja menino ou menina é muito amado.
— Muito — Andréia concordou, com os olhos brilhando. — E vai nascer cercado de gente que se importa de verdade.
Nyra se acomodou aos seus pés, vigilante, como sempre.
— Obrigada por estar aqui — murmurou Dolores. — Hoje poderia ter sido muito pior.
— Mas não foi — Andréia respondeu, segura. — Você é forte, Dolores. E não está sozinha.
Do outro lado da sala, Zacky observava em silêncio. Ao ver Dolores sorrindo novamente, mesmo que de leve, sentiu o peito aliviar. Aproximou-se e pousou a mão sobre o ombro dela.
— Descansa — disse baixo. — Eu cuido de tudo agora.
Ela entrelaçou os dedos nos dele por um instante. Ele saiu da sala.
— E você, está pronta para o casamento? — perguntou Andréia.
— Sim. Mesmo sendo só no civil, para mim está perfeito.
***
Na manhã seguinte, Andréia se arrumava diante do espelho, ajeitando o vestido leve sobre a barriga.
Maurício a levou para a clínica. No caminho, Andréia segurava firme a bolsa no colo, estava ansiosa para saber se era menino ou menina. Mas já sentia no peito, com certeza era menina. Mas, claro, tinha suas dúvidas.
O exame foi rápido, mas para ela pareceu eterno.
Quando a médica sorriu para a tela e inclinou levemente o aparelho, Andréia sentiu o coração acelerar.
— Temos aqui uma mocinha bem saudável — disse a médica, com voz doce.
Por alguns segundos, Andréia ficou muda. Os olhos encheram de lágrimas, e um sorriso emocionado tomou conta do seu rosto.
— Uma… menina? — confirmou, quase num sussurro.
— Sim. Uma linda menina.
— Parabéns, meu amor — disse, Maurício que segurou a mão dela o tempo todo.
Ela saiu da sala flutuando, mal sentindo o chão sob os pés. Assim que entrou no carro, respirou fundo, tentando conter a vontade de chorar de felicidade.
Ao chegarem na fazenda, nem tirou a bolsa do ombro, beijou Maurício e entrou no casarão. Passou direto pela sala, onde Dolores estava sentada folheando uma revista, e a abraçou forte, com cuidado por causa da gravidez avançada.
— É uma menina! — disse, com a voz embargada de emoção.
Dolores se assustou por um segundo, depois sorriu largo, retribuindo o abraço.
— Eu sabia… — murmurou, fechando os olhos. — Parabéns, Andréia.
Andréia se afastou um pouco, ainda segurando o rosto da amiga entre as mãos.
— Ela vai ser mimada por todos nós — disse, rindo entre lágrimas.

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