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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 66

Capítulo 66

Assim que o sinal da escola tocou no pátio, os alunos gritaram em um coro de alívio. Thomas Carter jogou a mochila no ombro com um suspiro impaciente e andou até portão, desviando de grupos barulhentos e despedidas apressadas dos colegas.

Um carro preto o aguardava do outro lado da rua. Assim que abriu a porta e entrou no banco do passageiro, jogou-se para trás com um ar entediado.

- Oi, tio.

André virou o rosto rapidamente, avaliando-o antes de sorrir.

- Oi, campeão. Como foi na aula?

Thomas revirou os olhos, apoiando a cabeça no vidro da janela.

- Como todos os dias. Um tédio.

André riu baixo enquanto engatava a marcha e saia devagar.

- Eu também não gostava de estudar - confessou. - Achava tudo inútil, repetitivo... mas persisti. Hoje tenho um excelente trabalho com sua mãe.

Thomas inclinou o corpo para frente.

- E se eu disser que não quero um trabalho "excelente"? - provocou. - Quero algo... grande. Algo que faça diferença.

André arqueou uma sobrancelha, interessado.

- Tipo o quê?

- Ainda não sei - respondeu, olhando para a cidade passando pela janela. - Mas sei que não quero ficar sentado ouvindo alguém falar por horas enquanto minha cabeça está em outro lugar.

André sorriu de canto. Aquela inquietação lhe era familiar demais.

- Seu mãe dizia a mesma coisa.

Thomas franziu o cenho por um instante, mas não disse nada. Apenas respirou fundo.

André tinha muito orgulho do filho da melhor amiga. Thomas Carter não era um garoto comum, ele era inteligente e especial. Tinha certeza que não pensava assim por gostar dele.

Thomas entrou em casa anunciando sua chegada, com a voz cheia de carinho para que a mãe ouvisse na área gourmet.

- Oi, mãe! Cheguei!

Subiu os degraus de dois em dois, foi direto para o quarto e trocou o uniforme por uma camiseta simples e uma calça confortável. No espelho, viu refletido um rapaz alto demais para a idade, ombros largos herdados do pai, o mesmo olhar intenso e mais inquieto.

Na área gourmet, Dolores sorriu assim que reconheceu a voz grave do filho. Era impossível não se emocionar. Thomas era a réplica perfeita de Zacky: forte, bonito e com uma presença que preenchia qualquer ambiente.

- Meu futuro genro está cada dia mais bonito, Dolores - brincou Andréia, mexendo o feijão-andu na panela ajudando ajudava a amiga. - Desse jeito vai dar trabalho.

Dolores riu, apoiando a mão na bancada.

- Nem me fale. As meninas da escola andam inventando desculpa pra aparecer aqui na fazenda.

- E ele? - Andréia provocou. - Já reparou?

- Finge que não - respondeu Dolores, sorrindo com ternura. - Mas é igual ao pai. Observa tudo... só não demonstra.

Como se tivesse sentido que estavam falando dele, Thomas apareceu na porta da área gourmet, apoiando o ombro no batente.

- Falando mal de mim de novo? - perguntou, com um meio sorriso.

- Nunca - respondeu Dolores, indo até ele e puxando-o para um abraço rápido. - Só elogiando.

Ele aceitou o carinho, mesmo fingindo impaciência.

- Tem comida? Tô morrendo de fome.

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