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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 68

Capítulo 68

Algumas semanas depois...

Na varanda, depois do café, Maurício disse:

— Quase não acredito que a Andréia está grávida do meu primeiro filho… aos cinquenta e dois anos. — sorriu de canto, balançando a cabeça. — Achei que nunca seria pai de uma criança biológica. E não me entenda mal… não estou diminuindo minha filha. A Penélope é meu tesouro.

Zacky assentiu devagar, compreendendo perfeitamente.

— Sei exatamente o que você quer dizer. — suspirou antes de completar: — E me diz uma coisa… você também já reparou nos olhares dos nossos filhos?

Maurício riu baixo.

— Já. A Penélope anda sonhadora demais. — fez uma pausa. — Acho que ela está apaixonada pelo Thomas.

— Também acho — Zacky concordou, cruzando os braços. — E, sendo sincero, acho um pouco cedo para namoro… mas também não quero proibir e acabar empurrando os dois para fazer besteira escondidos. Você sabe como é.

— Sei bem — Maurício respondeu sério. — O proibido sempre fica mais atraente.

— Exato. — Zacky passou a mão pelo queixo. — Acho que o melhor caminho é sentar e conversar. Primeiro com cada um separadamente. Depois, se for o caso, com os dois juntos.

Maurício concordou com um aceno firme.

— Mas antes disso, precisamos ter certeza de uma coisa.

— Do quê? — perguntou Zacky.

— Se o que eles sentem é mesmo algo sério… ou só aquela paixão de adolescente que confunde tudo.

Zacky sorriu.

— Seja o que for, vamos lidar com isso do jeito certo. Com diálogo. Eles merecem isso.

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, observando os campos ao longe.

***

O sol da tarde refletia na superfície do lago quando Thomas saiu da água, sacudindo o cabelo molhado. Penélope sentou na margem, rindo, com os pés submersos.

Nyra apareceu entre a vegetação. Atrás dela, a filhote andava com passos cautelosos, o corpo mais esguio e os olhos atentos a tudo.

Thomas se abaixou devagar, apoiando os cotovelos nos joelhos.

— Ayra…

Ela parou e ergueu as orelhas, o corpo ficou imóvel por um segundo. Nyra olhou para ela.

— Vem, Ayra… tá tudo bem garota — ele disse de novo, estendendo a mão aberta.

Ayra deu dois passos curtos, depois mais um. O rabo se movia lentamente, indeciso. Parou a poucos metros dele e cheirou o ar.

Penélope prendeu a respiração.

— Acho que ela não vai… — sussurrou.

Antes que terminasse a frase, Ayra avançou de repente, rápida como um raio, encostando o focinho gelado na mão de Thomas.

Ele sorriu, largo, sem conter a alegria.

— Ei… oi, menina bonita.

Ayra esfregou a cabeça de leve na mão dele, depois se sentou, observando-o.

Nyra aproximou da árvore e se acomodou à sombra.

— Acho que você foi oficialmente aceito — disse Penélope, sorrindo.

Thomas passou a mão com cuidado atrás da orelha de Ayra.

— É… — murmurou. — Ela é da família.

Ayra permaneceu sentada na margem, com os olhos atentos, acompanhando cada movimento de Thomas. O rabo fazia um leve vaivém enquanto ele caminhava até Penélope.

— Você prometeu — disse ele, sorrindo, com aquela confiança tranquila que sempre a desarmava. — Só até a cintura.

Penélope cruzou os braços, tentando esconder o nervosismo.

— A água está gelada.

— Só no começo — respondeu, estendendo a mão. — Confia em mim.

Ela olhou para a mão dele por alguns segundos. Ayra inclinou levemente a cabeça, como se analisasse aquela situação.

— Se eu escorregar, a culpa é sua — murmurou Penélope.

— Aceito o risco.

Ela deixou que ele a puxasse com cuidado. Entraram devagar, a água subindo pelas pernas, até que Penélope soltou uma risada baixa.

— Tá… não é tão ruim assim.

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