Entrar Via

O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 74

Capítulo 74

Juliana tinha notado o cowboy desde o instante em que entrou no bar. Havia algo nele que puxava seu olhar como um ímã. Sentiu um arrepio sem entender por quê.

A amiga, ao perceber seu interesse, havia cochichado no ouvido dela:

— Aquele ali é estranho… dizem que é o homem mais estranho da cidade.

Juliana riu, ignorando o aviso. Estranho ou não, havia algo ali que a chamava.

Agora, na pista de dança, o mundo girava devagar demais… ou rápido demais. Não sabia dizer. O álcool deixava tudo meio borrado, como se estivesse dentro de um sonho mal encaixado.

A música parecia distante. O bar sumiu. Só existia ele.

Ele é quente…

Por que meu coração está batendo assim?

Eu não costumo beber… isso é culpa da bebida… só pode ser…

Quando Thomas segurou seu rosto com cuidado, tudo mudou dentro dela se desestabilizando. Antes que pudesse pensar em qualquer coisa, sentiu os lábios dele sobre os seus. O beijo foi intenso e perfeito.

O corpo dela reagiu antes da mente. Um arrepio subiu da nuca até a ponta dos dedos. As pernas ficaram fracas e o ar pareceu faltar.

Meu Deus…

Isso não é real…

Ou é?

Juliana se agarrou à camisa dele sem perceber. O mundo rodou. Pensamentos soltos vinham e iam:

Estranho…

Perigoso…

Bonito…

Por que parece que ele está me beijando como se eu fosse outra pessoa? Deve ser impressão minha.

Quando o beijo cessou, ela estava sem fôlego, o peito subindo e descendo rápido demais. Os olhos demoraram a focar nos dele.

Ela piscou, confusa, sentindo o corpo inteiro quente e arrepiado.

— Eu… — tentou falar, mas não conseguia.

Ela riu de leve, meio tonta, apoiando a testa no peito dele por um segundo.

Definitivamente… eu não devia ter bebido tanto.

E, mesmo assim, não se afastou do cowboy.

Thomas a puxou para perto e a envolveu num abraço enquanto continuavam dançando devagar. O corpo dela encaixava no dele com uma naturalidade cruel demais para ser coincidência.

Ele fechou os olhos.

Não queria ver. Não queria encarar a realidade. Se abrisse os olhos, tudo poderia se desfazer como fumaça. Preferia o escuro atrás das pálpebras, onde a memória ainda tinha poder.

Penélope…

O cheiro nos cabelos dela era diferente, mas o calor, a altura, o jeito de se mover contra o seu peito… tudo confundia seus sentidos.

Thomas apertou um pouco mais os braços ao redor dela. Respirou fundo, encostando o rosto nos cabelos dela.

Ela abriu os olhos, ainda um pouco tonta pelo álcool e pela intensidade do momento.

Thomas percebeu o movimento e, antes que ela pudesse se afastar, levou a mão até o queixo dela, erguendo-o com delicadeza.

— Ei… — murmurou.

Os olhos cinzentos dele estavam escuros.

Ele a beijou de novo.

O mundo de Juliana girou. O beijo a fez perder o fôlego, e seus pensamentos ficaram soltos, desconexos.

Thomas não queria soltá-la. Não agora. Não depois de sentir aquele encaixe quase perfeito. Passou a mão lentamente pelas costas dela, mantendo-a perto.

— Fica… — sussurrou próximo aos lábios dela.

Ela sentiu o coração acelerar.

A música terminou, ele não se afastou. Continuou ali, com as mãos na cintura dela.

Ela piscou algumas vezes tentando focar a visão.

— Você está bem? — ele perguntou, próximo ao ouvido dela.

Juliana assentiu devagar.

— Acho que… sim. Só não estou acostumada a beber tanto.

Ele sorriu.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O Temido Cowboy: Que salvou minha vida