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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 75

Capítulo 75

Ela acordou com a luz suave da manhã invadindo o quarto, filtrada pelas cortinas claras do chalé. Por um instante, não se moveu. Apenas respirou fundo, tentando entender onde estava.

Então virou o rosto.

Ali, ao lado dela, dormia o homem mais bonito que já tinha visto na vida.

Thomas parecia diferente à luz do dia. Menos sombrio, menos fechado. O rosto relaxado, os cabelos negros levemente desalinhados sobre a testa, os cílios projetando sombras discretas na pele morena. Juliana sorriu sem perceber.

Isso é loucura…

Uma loucura boa.

Não sabia o que aconteceria quando ele acordasse. Não sabia se aquilo teria continuação ou se ficaria apenas como uma daquelas histórias intensas que começam pelo fim e terminam antes do começo. Mas, naquele momento, ela queria continuar. Queria descobrir quem ele era quando estava acordado.

Com cuidado para não despertá-lo, esticou o braço e pegou o celular na mesinha ao lado da cama.

A tela acendeu e o sorriso sumiu no mesmo instante ao ver várias ligações e uma mensagem.

Brígida: Onde você está? Seu pai passou mal a meia hora. O posto vai transferir ele para o hospital mais próximo, e é longe.

O coração de Juliana despencou.

Os dedos tremiam quando ela respondeu.

Juliana: Estou a caminho!

Sentou-se na cama. Vestiu-se rápido, as mãos ágeis demais para quem ainda tentava acordar por completo. Calça, blusa, sapatos. Prendeu o cabelo de qualquer jeito.

Olhou mais uma vez para Thomas.

Ele continuava dormindo. Por um segundo, pensou em acordá-lo. Em explicar. Em pedir que a entendesse.

Mas não havia tempo.

Pegou uma caneta e um pedaço de papel que encontrou sobre a pequena mesa do chalé. Escreveu rápido, com o coração acelerado:

Te vejo em breve, grandão.

Deixou o bilhete ao lado do chapéu dele.

Antes de sair, parou na porta. Olhou para trás uma última vez, como se quisesse guardar aquela imagem na memória ou como se tivesse medo de não vê-lo de novo.

Então respirou fundo…

E foi embora.

Enquanto isso, Thomas dormia profundamente.

Quando o sol estava alto, Thomas abriu os olhos devagar e se espreguiçou, sentindo o corpo pesado e satisfeito. Por alguns segundos, ficou ali, encarando o teto de madeira do chalé, tentando localizar a realidade.

Então virou o rosto. O espaço ao lado estava vazio.

Ele franziu levemente a testa e passou a mão pelo colchão, estava frio. Olhou em volta. No chão, nenhuma peça de roupa feminina. O coração deu um salto estranho, desconfortável.

Sentou-se de repente.

— Juliana…? — chamou, baixo, quase esperando ouvi-la responder.

Nada.

Levantou-se com um aperto no peito e foi até o banheiro. Abriu a porta com um impulso rápido.

Vazio.

Talvez tenha descido pra pegar café…

Talvez esteja lá fora…

Mas algo dentro dele sabia que não.

Voltou para o quarto, pegou a calça jogada sobre a cadeira e, por instinto, enfiou a mão no bolso. Tirou a carteira e abriu.

Tudo intacto.

Dinheiro. Cartões. Até o comprovante da pousada ainda estava ali. Thomas soltou o ar devagar.

Isso significava uma coisa muito clara: ela não tinha fugido por interesse, não tinha levado nada, não tinha se aproveitado dele.

Então por que tinha ido embora?

O olhar dele percorreu o quarto mais uma vez, até pousar no chapéu sobre a mesa. Algo branco ao lado chamou sua atenção.

Ele se aproximou, pegou o papel e leu:

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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