Capítulo 76
Dois meses depois…
Melissa passava batom em frente ao espelho, fazendo bico e admirando o resultado. Juliana, por outro lado, ainda tinha a cara enfiada no vaso sanitário.
— E aí, gata, parou de vomitar? — perguntou Melissa, desviando o olhar do espelho apenas por um instante para Juliana.
— Não… — respondeu Juliana, com a voz fraca, limpando a boca. — Me sinto péssima…
— Você comeu algo estragado?
— Acho que não… — respondeu Juliana, ainda segurando a borda do vaso. — Mas não sei… Meu estômago está uma bagunça.
Melissa se aproximou, apoiando uma mão no ombro da amiga.
— Vai melhorar, relaxa. Talvez seja só estresse… ou alguma coisa que você comeu ontem.
Juliana suspirou.
— Talvez seja hora de ir com calma… cuidar de você.
Juliana levantou a cabeça, encarando o próprio reflexo no espelho.
— Vou melhorar… Preciso melhorar. Não posso continuar assim…
Melissa sorriu, satisfeita com a coragem da amiga, e passou a mão no cabelo dela, num gesto de incentivo.
— Então vamos devagar. Hoje você descansa, come algo leve e tenta não se preocupar. Eu cuido do resto.
Juliana assentiu.
Uma semana depois, ela pegou o resultado do teste de gravidez que o médico havia pedido. Antes mesmo de sua vez chegar para falar com o profissional, viu o resultado e ficou boquiaberta: estava grávida. E só sabia o nome do pai do bebê.
— Meu pai vai me matar… — murmurou, chocada.
A amiga que a acompanhava naquele dia, mascando chiclete, olhou para ela com curiosidade:
— O que foi?
— Estou grávida… — respondeu, ainda incrédula.
— Eita… — exclamou Melissa. — Seu pai não vai gostar nada disso! Você acabou de entrar na faculdade e só tem dezenove anos.
Juliana apoiou a testa nas mãos, tentando assimilar tudo.
“Thomas… o bebê é dele. Mas… e agora? Como vou contar? E meu pai…?”
A amiga, percebendo o desespero dela, colocou a mão em seu ombro:
— Calma, respira. Primeiro, vamos pensar no que fazer. Não adianta entrar em pânico agora.
Juliana olhou para ela:
— Eu sei… Mas não posso acreditar que isso está acontecendo comigo…
— Vai dar tudo certo, Jujuba. — disse Melissa, num tom encorajador. — A gente vai planejar, conversar, e você não vai passar por isso sozinha.
***
Três dias depois, Zacky e Dolores voltaram da praia. O carro entrou na estrada de terra da fazenda.
— Finalmente em casa — disse Dolores, esticando os braços e respirando fundo.
— Senti falta desse lugar — respondeu Zacky, olhando ao redor, absorvendo cada detalhe da propriedade. — Vamos ver como tudo está por aqui.
Ao chegarem à casa principal, Billy apareceu no portão, acenando com um sorriso.
— Bom retorno, senhor Zacky! E a senhora Dolores! Tudo em ordem por aqui, mas o patrão parece… diferente.
Zacky arqueou a sobrancelha.
— Diferente como?
— Ele anda meio pensativo, não fala muito. Parece… sozinho, sabe?
Dolores franziu a testa preocupada.

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