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O Temido Cowboy: Que salvou minha vida romance Capítulo 79

Capítulo 79

Thomas deu um passo à frente, o coração batendo forte demais dentro do peito.

A garganta dele fechou e os olhos começaram a arder.

- Penélope...

Juliana sentiu como se o chão tivesse cedido sob seus pés. O nome não era dela. Nunca tinha sido.

Ela piscou algumas vezes, tentando absorver o impacto.

Não era ela que ele via.

Era um fantasma.

Juliana engoliu seco. O nó na garganta ameaçava virar choro, mas ela se recusou.

Orion soltou um rosnado mais grave, percebendo a mudança brusca na energia do dono. Thomas finalmente pareceu voltar a si.

Não era Penélope.

- Eu... - a voz falhou. - Não... desculpa. Eu não quis...

Juliana ergueu o queixo, mesmo ferida.

- Tudo bem - disse, com a voz surpreendentemente firme, embora os olhos brilhassem das lágrimas contidas. - Já estou acostumada.

Thomas sentiu o mundo ruir no instante em que percebeu o erro.

- Não... não... Juliana, eu juro que não fiz por mal...

Ela deu um passo para trás, tentando manter distância.

- Eu sei - respondeu baixo. - Mas dói do mesmo jeito.

Foi o suficiente para quebrá-lo por dentro. Ele deu poucos passos e a segurou pela cintura a ergueu do chão com facilidade.

- Me olha - pediu rouco. - Me olha, por favor.

Ela segurou no ombro dele, surpresa e assustada.

- Thomas...

- Você não é ela. Eu sei disso. Eu sei. Você é real. E está aqui. E eu... - ele engoliu seco - eu não consigo fingir que não sinto nada.

Ele a levou para dentro do celeiro. A colocou no chão, as mãos tremiam ao segurar o rosto dela.

- Me perdoa - pediu, quase um sussurro quebrado. - Pelo nome. Pela confusão. Por ter deixado o passado me cegar. Me perdoa, Juliana... por favor.

Os olhos dela se encheram de lágrimas.

Do lado de fora, Zacky e Dolores observaram a cena em silêncio.

Dolores cruzou os braços, tensa.

- O que a gente faz agora, Zacky?

Ele olhou por mais alguns segundos, depois sorriu de leve:

- Vamos esperar - disse com calma. - Só sei que, se não tivessem feito o bebê dois meses atrás, iriam fazer agora.

Dolores suspirou, mas acabou sorrindo.

Dentro do celeiro, Thomas a manteve perto.

- Senti sua falta - murmurou.

Juliana piscou, surpresa, os olhos se arregalando levemente.

- Achei que... que você não tinha gostado de ficar comigo. Que não queria mais me ver... - disse Thomas, com o polegar traçando um carinho leve na curva da bochecha dela.

- Meu pai passou mal de repente. Tivemos que internar ele na cidade grande. Operou, ficou um tempo na UTI, depois veio todo o tratamento, a recuperação... Demorou mais do que a gente esperava pra ele ficar bom o suficiente pra gente voltar.

- Por isso você sumiu - ele completou, entendendo.

- Foi...

Thomas sorriu, de uma forma que fazia o coração dela dar um pulo.

- Mas agora, preciso matar essa saudade que eu tenho de você.

Os olhos dele escureceram um pouco. Inclinou o rosto devagar. Ela queria recuar, pela irmã, por todo o passado. Mas ao invés disso, ergueu o queixo e seus lábios encontrou os lábios dele.

As mãos dele subiram pelas costas dela, puxando-a mais para si, enquanto ela enroscava os dedos na nuca dele, nos cabelos curtos e empoeirados.

Quando se afastaram, ofegantes, ele encostou a testa na dela.

- Fica comigo hoje - pediu, sem rodeios. - A gente tem muito tempo pra recuperar.

Juliana sorriu:

- Eu não vim aqui pra ir embora tão cedo.

Ele riu baixo, um som raro e a beijou de novo.

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