Ao chegar ao quarto, Helena encontrou mais uma visita à sua espera.
Era Laura.
— Laura… obrigada por ter vindo.
Laura imediatamente a envolveu em um abraço carinhoso.
— Eu estava conversando com sua mãe e com sua tia enquanto esperava você voltar.
Helena sorriu de leve, agradecida pela presença da amiga.
Depois de passarem mais algum tempo conversando com Clara, Laura se preparou para ir embora. Foi então que Helena a chamou:
— Laura… vamos tomar um café?
Laura percebeu na mesma hora que Helena queria lhe contar alguma coisa. As duas deixaram o quarto e seguiram até a pequena lanchonete do hospital. Poucos minutos depois, já estavam sentadas em uma mesa enquanto o café era servido.
Helena permaneceu alguns instantes olhando para a xícara antes de finalmente falar:
— Eu queria conversar com você… mas ultimamente minha cabeça está tão confusa que mal consigo pensar direito.
Laura segurou delicadamente a mão dela sobre a mesa e apertou com um gesto de solidariedade.
— Eu imagino. O que aconteceu?
Helena respirou fundo antes de responder:
— Leonardo Monteiro me procurou.
Laura arregalou os olhos, claramente surpresa.
— O irmão do Eduardo? Mas como? Eu tentei encontrar qualquer informação sobre esse homem e praticamente não existe nada.
Um leve sorriso sem humor surgiu no rosto de Helena.
— Acho que ele não é o tipo de homem que se deixa encontrar… é ele quem decide aparecer.
Laura ficou ainda mais intrigada.
— E o que ele queria?
Helena abaixou os olhos por um instante.
— Infelizmente, no dia em que nos encontramos, minha mãe passou mal enquanto conversávamos. Então não consegui descobrir exatamente o que ele queria comigo.
— Mas ele chegou a dizer alguma coisa? Comentou se vai voltar?
— Apenas disse que, antes disso, precisava resolver um fantasma do passado.
Laura ficou pensativa por alguns segundos antes de murmurar:
— E esse fantasma provavelmente é a Viviane.
— Também acho.
Laura recostou-se lentamente na cadeira, refletindo sobre tudo aquilo.
— Então agora só resta esperar que ele procure você novamente.
Helena apenas assentiu em silêncio. Depois de conversarem mais um pouco, Laura se despediu e deixou o hospital. Já estava próxima do carro quando ouviu uma voz masculina atrás de si:
— Senhorita Bittencourt.

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