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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 103

Henrique aproximou-se de Viviane por trás e depositou um beijo suave em seu pescoço.

— Para com isso. Preciso me arrumar. — disse ela, embora um leve sorriso surgisse em seus lábios.

— Eu sei.

Henrique se jogou despreocupadamente na cama e passou a observá-la enquanto ela terminava de colocar os brincos diante do espelho.

— Você está linda.

Viviane sorriu para o reflexo dele.

— Essa é exatamente a intenção.

Ela se levantou e caminhou lentamente até Henrique. O brilho sofisticado da suíte contrastava com a tensão discreta que começava a surgir entre os dois.

— Precisamos começar a pensar no futuro.

Henrique soltou uma risada leve, divertido com a mudança repentina de assunto.

— E por que essa preocupação agora?

Viviane suspirou antes de dar uma volta lenta pelo quarto, observando a cidade iluminada além das janelas enormes da suíte.

— Tudo isso… esse luxo, essas viagens, dinheiro fácil… Se não tivermos cuidado, um dia podemos acabar sem nada.

Henrique levantou-se e a abraçou pela cintura.

— Você é linda, inteligente e sabe exatamente como conquistar qualquer homem. E eu continuo fazendo sucesso com mulheres ricas e solitárias. Enquanto os maridos delas constroem impérios, nós aproveitamos a vida.

Viviane afastou-se devagar dos braços dele.

— Só que estou cansando disso. E, ultimamente, os homens estão preferindo mulheres mais novas.

Henrique estreitou os olhos, agora mais atento.

— Está pensando em parar?

Viviane pegou uma taça de champanhe e serviu a bebida lentamente.

— Comecei a guardar dinheiro. Quero estabilidade.

Henrique observou cada movimento dela antes de perguntar:

— E essa estabilidade tem nome? Eduardo Monteiro?

Viviane permaneceu em silêncio, apenas levando a taça aos lábios.

Aquilo foi resposta suficiente.

— Você poderia conseguir qualquer homem. — continuou Henrique, agora mais sério. — Mas nunca me explicou por que justamente Eduardo Monteiro. Ainda mais agora que ele está casado. Isso só tornou tudo mais complicado.

Viviane finalmente o encarou.

Ela poderia dizer que amava Henrique, porque, de certa forma, nunca tivera ao lado de ninguém a cumplicidade que encontrara nele. Mas Eduardo continuava sendo uma ferida aberta, um assunto inacabado dentro dela.

Não suportava a ideia de outra mulher ocupando o lugar que acreditava ser seu.

— Me diga a verdade. — A voz de Henrique perdeu o tom leve. — Você ama o Eduardo?

Quando conheceu Viviane, Henrique acreditou ter encontrado a parceira perfeita para os golpes que aplicavam juntos. Ela seduzia homens ricos; ele conquistava mulheres carentes e solitárias.

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