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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 104

Naquela noite, Helena finalmente concordou em dormir em casa. Glória praticamente a obrigou a aceitar, insistindo que ela precisava descansar se quisesse continuar ajudando a mãe.

Surpreendentemente, Helena dormiu a noite inteira. Quando abriu os olhos, o sol já invadia o quarto. Assustada, quase saltou da cama.

Tomou um banho rápido e se arrumou às pressas para ir ao hospital. Ao chegar à cozinha, encontrou a mesa posta com um café da manhã reforçado.

— Senhora Helena, bom dia. — disse Olga, oferecendo-lhe um sorriso gentil.

— Bom dia, Olga.

Helena se sentou, mas mal tocou na comida antes de já fazer menção de se levantar novamente.

Olga imediatamente a repreendeu com delicadeza:

— Senhora, por favor. A senhora precisa se alimentar direito. Não adianta cuidar da senhora Clara e acabar ficando doente também.

Helena olhou para ela e percebeu que Olga tinha razão.

Na verdade, estava com fome. Desde o almoço com Bruno no dia anterior, havia comido apenas algumas frutas e os biscoitos que ele levou ao hospital.

Ela voltou a se sentar e começou a tomar o café da manhã. Aos poucos, o apetite apareceu de verdade, como se seu corpo finalmente cobrasse o desgaste daqueles últimos dias.

Quando terminou, despediu-se de Olga e saiu.

Já dentro do carro, Helena finalmente pegou o celular. Mesmo afastada da empresa, Célia e Bianca a mantinham informada sobre tudo e enviavam constantemente documentos para aprovação. Alguns precisavam até de assinatura física, e Xavier era quem os levava pessoalmente até ela.

Mas, daquela vez, Helena não abriu nenhuma dessas mensagens. O número desconhecido havia enviado outra notificação.

Por alguns segundos, ela pensou em ignorar, mas a curiosidade falou mais alto e com os dedos levemente trêmulos, abriu a mensagem.

Havia várias fotos.

Eduardo e Viviane apareciam juntos em um corredor de hotel. Em algumas imagens, os dois estavam próximos demais; em outras, abraçados. Eduardo parecia vestir apenas uma camisa social parcialmente aberta, enquanto Viviane se agarrava a ele com intimidade.

Helena sentiu o coração apertar dolorosamente.

Fechou os olhos por um instante, tentando afastar aquilo da mente. Mas logo voltou a olhar para a tela, como se precisasse se convencer de que aquelas imagens eram reais.

Só então percebeu a frase enviada junto às fotos: “Uma noite inesquecível.”

Ela nunca imaginara que Eduardo, sempre tão frio, controlado e sério, pudesse se expor daquela forma com Viviane.

Mas as fotos estavam ali, cruéis demais para parecer mentira.

*****

Eduardo acordou com uma dor de cabeça terrível.

As cortinas da suíte do hotel permaneciam fechadas, deixando o ambiente em penumbra. Por alguns segundos, ele sequer soube dizer que horas eram.

Pegou o caro relógio de pulso sobre a mesa de cabeceira e franziu a testa ao perceber que já passava das nove da manhã.

Felizmente, naquele dia não tinha compromisso oficial logo cedo. Ainda assim, precisava ir ao escritório da empresa no centro de Manhattan. Havia trabalho demais acumulado.

O antigo gerente da filial desviara uma quantia enorme da empresa ao longo dos últimos anos. O homem fora cuidadoso e inteligente o suficiente para esconder os rastros por muito tempo, mas, assim que Eduardo começou a desconfiar, decidiu agir em silêncio até reunir provas suficientes.

Agora o ex-gerente estava preso e Eduardo permanecia nos Estados Unidos justamente para reorganizar todo o escritório e minimizar os prejuízos antes que a situação afetasse outras unidades da empresa.

Ele se levantou com dificuldade, mas uma forte pontada na cabeça o obrigou a parar imediatamente. Levou a mão à testa e fechou os olhos por alguns segundos.

Sua memória da noite anterior estava confusa. Havia apenas flashes desconexos. Lembrava-se de Viviane e da forma insistente como se aproximava, mas também se lembrava de tê-la afastado.

Para Eduardo, aqueles encontros nos Estados Unidos definitivamente não eram coincidência. Viviane parecia sempre surgir nos mesmos eventos, nos mesmos lugares, como se soubesse exatamente onde encontrá-lo.

Ele evitava a proximidade ao máximo. E, quando ela ultrapassava os limites, era obrigado a ser firme e deixar claro mais de uma vez que agora era casado.

Mesmo assim, Viviane continuava insistindo. Dizia que não se importava com o casamento dele, afirmava que ainda o amava e insistia que Eduardo também nunca deixou de amá-la. Segundo ela, os dois ainda poderiam voltar a ficar juntos como no passado.

Eduardo respirou fundo, tentando organizar os pensamentos, e seguiu até o banheiro.

Lavou o rosto demoradamente com a água fria, o choque gelado trouxe um leve alívio para a dor de cabeça e para a sensação estranha de desconforto que não conseguia explicar.

Depois voltou para o quarto e pegou o telefone da suíte.

— Quero que sirvam o desjejum no quarto e traga um café forte.

Enquanto aguardava o café, Eduardo decidiu tomar um banho. Entrou novamente no banheiro amplo da suíte e abriu o chuveiro no máximo da água fria por alguns segundos antes de regular a temperatura. Precisava despertar de verdade.

Capítulo 104 1

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