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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 105

Em outra suíte do mesmo hotel, Viviane andava de um lado para o outro, claramente irritada, sob o olhar atento de Henrique.

— Droga! — resmungou ela, passando a mão pelos cabelos. — Aquele assistente tinha que aparecer justamente quando eu estava levando Eduardo para o quarto.

A frustração em sua voz deixava evidente que o plano não saíra como esperava.

Viviane pretendia levar Eduardo até a suíte e fazê-lo acreditar, no dia seguinte, que haviam passado a noite juntos. Mesmo que nada realmente acontecesse, bastariam algumas fotos comprometedoras dos dois na cama para criar dúvidas e abalar de vez o casamento dele.

Henrique, ao contrário dela, permanecia tranquilo. Sentado no sofá, observava Viviane perder a paciência enquanto girava lentamente a bebida na taça.

— Calma, Viviane. Ainda conseguimos algumas fotos comprometedoras. — disse ele com naturalidade. — Tenho certeza de que isso já deve ter abalado o casamento deles.

Viviane parou abruptamente e o encarou.

— Você não entende. O Eduardo precisava acreditar que passou a noite comigo.

Henrique sustentou o olhar dela em silêncio por alguns segundos. Quanto mais observava Viviane, menos conseguia compreender aquela obsessão por Eduardo.

Ele se levantou devagar e aproximou-se dela.

— Escute… Eduardo Monteiro não é o único homem rico do mundo.

Viviane soltou uma risada curta, sem humor, e desviou o olhar por um instante antes de responder:

— Mas é ele que eu quero.

Então voltou a encará-lo diretamente.

— Ele não pode simplesmente me trocar por aquela mulherzinha insignificante.

Henrique percebeu imediatamente o que realmente movia Viviane. Não era apenas interesse, nem amor. Era orgulho ferido.

Viviane simplesmente não aceitava ter sido substituída.

*****

Eduardo permaneceu em silêncio por alguns minutos depois da conversa com Murilo. Então, sem dizer nada, pegou o celular e fez uma ligação rápida para a administração do hotel.

Por causa de sua posição e da influência da empresa, eles estavam hospedados ali havia semanas, não demorou para que autorizassem o acesso às imagens de segurança do corredor do andar onde sua suíte ficava.

Algum tempo depois, Eduardo estava sentado diante do notebook no escritório da suíte enquanto as gravações eram reproduzidas na tela. Murilo permanecia ao lado, em silêncio.

As imagens mostravam o corredor luxuoso do hotel na noite anterior.

Então Eduardo apareceu. Seu semblante imediatamente escureceu ao perceber o próprio estado. Caminhava claramente sem firmeza, os movimentos lentos demais, como alguém com os sentidos comprometidos.

Viviane estava ao seu lado o tempo todo, mas não apenas o “ajudava”, como havia dito.

Nas imagens, ela o abraçava pela cintura de forma íntima demais, mantendo o corpo praticamente colado ao dele enquanto caminhavam pelo corredor. Em determinado momento, Eduardo parecia perder o equilíbrio, e Viviane aproveitava para segurá-lo ainda mais próximo.

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