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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 106

O telefone de Eduardo tocou sobre a mesa do escritório da suíte.

Ele demorou alguns segundos antes de atender.

— Bruno. Como vai?

Após trocarem algumas amenidades, os dois passaram a tratar de negócios. Bruno atualizou Eduardo sobre alguns assuntos da empresa no Brasil, enquanto Eduardo comentou rapidamente sobre a situação do escritório em Manhattan.

Já no fim da ligação, porém, Bruno hesitou por um instante antes de falar novamente:

— Eduardo… quando você pretende voltar?

Eduardo franziu levemente a testa.

— Ainda não sei. Tenho alguns assuntos pendentes aqui.

Do outro lado da linha, Bruno pareceu pensar cuidadosamente nas próximas palavras.

— Sei que trabalho sempre foi sua prioridade… mas, num momento como esse, você não deveria estar ao lado da sua esposa?

Eduardo ficou em silêncio por um breve instante. Não fazia ideia do que Bruno estava falando, mas também não pretendia admitir que fazia semanas que não tinha contato com Helena.

— Entendi. — respondeu apenas, em tom neutro, antes de encerrar a ligação.

Assim que desligou, seu semblante se fechou.

O que havia acontecido? E, principalmente… por que Helena não lhe dissera nada?

Eduardo pegou novamente o telefone e por um momento, pensou em ligar diretamente para Helena.

Mas acabou discando outro número, a ligação foi atendida rapidamente.

— Senhor Eduardo. — A voz de Olga carregava um evidente alívio. — O senhor precisa de alguma coisa?

— Helena está em casa?

Ele sabia que, àquela hora, ela provavelmente deveria estar na empresa. Do outro lado da linha, Olga suspirou discretamente antes de responder:

— A senhora Helena quase não tem vindo para casa, senhor. Ela está passando praticamente todo o tempo no hospital ao lado da mãe.

A informação atingiu Eduardo de surpresa, embora ele mantivesse a voz completamente controlada.

— Entendo. Obrigado, Olga.

Então desligou. Por alguns segundos, permaneceu imóvel, segurando o celular na mão. Algo grave havia acontecido com a mãe de Helena e ele não fazia ideia.

Eduardo passou a mão pelos cabelos, enquanto o maxilar se tensionava visivelmente. O silêncio dentro da suíte foi interrompido quando Murilo retornou ao escritório carregando uma pasta.

— Senhor, já identificamos a pessoa que apareceu nas imagens com a senhorita Viviane. — informou ele, entregando a pasta.

Eduardo pegou o documento sem desviar o olhar.

— Ótimo trabalho.

— Obrigado, senhor.

Eduardo abriu a pasta rapidamente.

Dentro havia algumas fotos impressas, relatórios rápidos e o nome do homem identificado pelas câmeras do hotel.

Eduardo começou a ler em silêncio.

Capítulo 106 1

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