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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 120

Naquela noite, Eduardo chegou ao hospital e encontrou os familiares de Helena na sala de espera VIP. Com quadro de Clara só se agravando, apenas uma pessoa por vez poderia fazer companhia a Clara.

Após cumprimentar a todos com um leve aceno de cabeça, se dirigiu a Renato que estava sentado com a cabeça baixa com visível sinal de preocupação. Assim que viu Eduardo, ele se levantou.

— Senhor Eduardo. — Cumprimentou com respeito. Como sabiam do casamento dele com a sobrinha, eram como estranhos.

— Como vai a senhora Clara?

— Infelizmente, seu quadro, apesar de estável, é grave.

— Entendo. E Helena?

— Está com ela. O senhor veio buscá-la?

— Ela precisa descansar, já faz três dias que não sai do hospital.

Glória ouviu eles conversando e se aproximou

— Eu vou dizer que o senhor está aqui.

Eduardo então ficou em pé e o silêncio reinou entre eles. Alguns minutos se passaram e Helena apareceu, estava visivelmente abatida e mais magra.

— Eduardo. — Disse se aproximando.

— Vim te buscar.

Helena ficou surpresa, ela não queria deixar a mãe, temendo não estar presente quando chegasse a hora. Eduardo estendeu vendo o olhar vago dela.

— Querida, vá com ele. — Disse Glória. — Você precisa descansar, essa noite eu vou ficar com ela.

— Isso mesmo. — Disse Bianca. — Descanse e amanhã você volta.

— Tudo bem, mas qualquer coisa por favor me liguem.

— Pode deixar.

Helena acompanhou Eduardo até o carro, naquela noite ele mesmo dirigia.

— Você já jantou?

— Não,

— Vou te levar para jantar.

Helena não respondeu, apenas aceitou. Ele a levou a um restaurante discreto, nada de muito luxuoso, era aconchegante e a comida era boa, por isso Helena conseguiu comer um pouco melhor. Durante o jantar fizeram a refeição em silêncio.

Quando chegaram em casa, Eduardo abriu a porta e voltou para ela.

— Suba e descanse bem essa noite.

— Está bem.

Ele a olhou por um instante, percebendo que ela estava frágil demais. Por um momento sentiu vontade de abraçá-la e confortá-la, talvez fosse isso que ela esperava dele, mas ele se conteve.

— Boa noite.

Helena caminhou até a escada lentamente e começou a subir os degraus sob o olhar atento de Eduardo.

*****

Na manhã seguinte, Helena acordou cedo. Apesar do desgaste dos últimos dias, conseguira dormir melhor naquela noite e sentia-se um pouco mais descansada.

Ao descer para o café da manhã, encontrou apenas Eduardo à mesa. Assim que a viu, ele ergueu os olhos. A frieza habitual não estava ali, mas a distância entre eles permanecia.

— Bom dia. Dormiu bem?

Helena puxou uma cadeira e se sentou.

— Sim. Obrigada.

Eduardo assentiu e voltou sua atenção para a xícara de café. O silêncio predominou durante a refeição.

Eduardo terminou de comer primeiro. Normalmente, já teria se levantado e ido embora, mas permaneceu sentado, consultando algumas informações no celular e respondendo mensagens relacionadas ao trabalho.

Quando percebeu que Helena também havia terminado, ergueu os olhos.

— Vou te deixar no hospital.

Helena piscou, surpresa.

— Não precisa. Xavier pode me levar.

Eduardo guardou o celular, levantou-se e pegou o paletó que estava sobre a cadeira.

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