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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 121

Os dois se voltaram ao mesmo tempo, Eduardo estava parado na entrada da sala VIP. Ao ver Henrique ao lado de Helena, seu olhar se tornou frio e sombrio.

— Eduardo.

Ele assentiu, mas seus olhos permaneceram fixos em Henrique. Então avançou alguns passos.

— Senhor Almeida.

O tratamento formal fez Henrique arquear discretamente uma sobrancelha.

— Senhor Monteiro. — respondeu ele com a mesma educação.

— Não sabia que tinha amizade com a minha esposa.

A frase foi dita em tom neutro. Mas o significado por trás dela estava longe de ser amigável. Henrique sustentou o olhar dele.

Helena lançou um olhar apreensivo para o marido.

— Henrique só veio prestar apoio por causa da minha mãe.

Eduardo continuou encarando Henrique.

Mais alto e naturalmente imponente, sua presença parecia dominar o ambiente. O olhar duro seria suficiente para intimidar a maioria das pessoas.

Mas Henrique não desviou os olhos nem demonstrou qualquer sinal de desconforto.

— Que consideração admirável.

Henrique percebeu a provocação e algo mais ciúme.

— Não foi nada demais. — respondeu com tranquilidade. — Apenas achei que Helena poderia precisar de apoio.

Os olhos de Eduardo se estreitaram.

— Ela tem uma família para isso.

— Henrique só foi gentil. — disse Helena, estranhando aquela atitude.

Por um instante, Eduardo permaneceu em silêncio e as palavras de Viviane voltaram à sua mente.

Ele observou Henrique com mais atenção. Bem vestido, educado, carismático e trazendo exatamente o tipo de atenção que muitas mulheres valorizavam.

— Acredito que sua visita já tenha terminado. — disse ele por fim.

— Claro. — Respondeu Henrique com um leve sorriso gentil.

— Obrigada pela visita, Henrique. — Disse Helena

A temperatura da sala parecia ter despencado e Helena sentia um arrepio ao ver a expressão de Eduardo.

— Não precisa agradecer. — ele voltou o olhar para Helen. — Espero que sua mãe tenha uma noite tranquila.

Helena assentiu.

Então caminhou em direção a Eduardo. Ao passar por ele, Henrique percebeu que os olhos do empresário continuavam frios, deu um aceno de cabeça e saiu da sala.

Eduardo então voltou para Helena e olhou para o buquê nas mãos dela, sem falar nada pegou as flores e jogou na lata de lixo próxima à parede, só então voltou o olhar para Helena.

— Não fica bem minha esposa receber flores de outro homem, principalmente de um praticamente desconhecido.

— Ele foi educado, não tinha como recusar.

— Da próxima vez recuse.

Helena já ia responder quando a porta abriu novamente e Renato entrou.

— Senhor Eduardo. — disse Renato, surpreso ao encontrá-lo no hospital pela segunda vez em dois dias consecutivos.

Ele havia combinado com Helena que passaria a noite ali para que ela pudesse descansar um pouco.

— Tio. — Helena aproximou-se imediatamente.

Renato a envolveu em um abraço.

— Como ela está?

O brilho de esperança em seus olhos desapareceu quando viu a expressão da sobrinha.

— Nada bem. — A resposta saiu em um sussurro.

O silêncio pairou por apenas alguns segundos.

Então um movimento incomum no corredor chamou a atenção de todos, uma enfermeira passou correndo. Logo atrás dela vieram dois médicos e outros profissionais que surgiram em seguida.

O coração de Helena disparou.

— O que está acontecendo?

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