Os dois se voltaram ao mesmo tempo, Eduardo estava parado na entrada da sala VIP. Ao ver Henrique ao lado de Helena, seu olhar se tornou frio e sombrio.
— Eduardo.
Ele assentiu, mas seus olhos permaneceram fixos em Henrique. Então avançou alguns passos.
— Senhor Almeida.
O tratamento formal fez Henrique arquear discretamente uma sobrancelha.
— Senhor Monteiro. — respondeu ele com a mesma educação.
— Não sabia que tinha amizade com a minha esposa.
A frase foi dita em tom neutro. Mas o significado por trás dela estava longe de ser amigável. Henrique sustentou o olhar dele.
Helena lançou um olhar apreensivo para o marido.
— Henrique só veio prestar apoio por causa da minha mãe.
Eduardo continuou encarando Henrique.
Mais alto e naturalmente imponente, sua presença parecia dominar o ambiente. O olhar duro seria suficiente para intimidar a maioria das pessoas.
Mas Henrique não desviou os olhos nem demonstrou qualquer sinal de desconforto.
— Que consideração admirável.
Henrique percebeu a provocação e algo mais ciúme.
— Não foi nada demais. — respondeu com tranquilidade. — Apenas achei que Helena poderia precisar de apoio.
Os olhos de Eduardo se estreitaram.
— Ela tem uma família para isso.
— Henrique só foi gentil. — disse Helena, estranhando aquela atitude.
Por um instante, Eduardo permaneceu em silêncio e as palavras de Viviane voltaram à sua mente.
Ele observou Henrique com mais atenção. Bem vestido, educado, carismático e trazendo exatamente o tipo de atenção que muitas mulheres valorizavam.
— Acredito que sua visita já tenha terminado. — disse ele por fim.
— Claro. — Respondeu Henrique com um leve sorriso gentil.
— Obrigada pela visita, Henrique. — Disse Helena
A temperatura da sala parecia ter despencado e Helena sentia um arrepio ao ver a expressão de Eduardo.
— Não precisa agradecer. — ele voltou o olhar para Helen. — Espero que sua mãe tenha uma noite tranquila.
Helena assentiu.
Então caminhou em direção a Eduardo. Ao passar por ele, Henrique percebeu que os olhos do empresário continuavam frios, deu um aceno de cabeça e saiu da sala.
Eduardo então voltou para Helena e olhou para o buquê nas mãos dela, sem falar nada pegou as flores e jogou na lata de lixo próxima à parede, só então voltou o olhar para Helena.
— Não fica bem minha esposa receber flores de outro homem, principalmente de um praticamente desconhecido.
— Ele foi educado, não tinha como recusar.
— Da próxima vez recuse.
Helena já ia responder quando a porta abriu novamente e Renato entrou.
— Senhor Eduardo. — disse Renato, surpreso ao encontrá-lo no hospital pela segunda vez em dois dias consecutivos.
Ele havia combinado com Helena que passaria a noite ali para que ela pudesse descansar um pouco.
— Tio. — Helena aproximou-se imediatamente.
Renato a envolveu em um abraço.
— Como ela está?
O brilho de esperança em seus olhos desapareceu quando viu a expressão da sobrinha.
— Nada bem. — A resposta saiu em um sussurro.
O silêncio pairou por apenas alguns segundos.
Então um movimento incomum no corredor chamou a atenção de todos, uma enfermeira passou correndo. Logo atrás dela vieram dois médicos e outros profissionais que surgiram em seguida.
O coração de Helena disparou.
— O que está acontecendo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Proibida de Amar Meu Marido