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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 122

— Helena...

A voz saiu tão baixa que quase não foi possível ouvi-la. Helena correu até a cama e segurou sua mão.

— Mãe...

As lágrimas escorriam sem controle.

— Eu estou aqui.

Clara apertou seus dedos com a pouca força que ainda possuía.

— Não chore, meu amor.

Isso apenas fez Helena chorar mais.

— Você não vai me perder. — Clara ergueu a mão com dificuldade e acariciou seu rosto. — Eu apenas vou para casa antes de você.

Helena fechou os olhos.A dor em seu peito era insuportável.

— Não fala assim.

— Escute sua mãe. — A voz saiu firme apesar da fraqueza. — Deus foi bom comigo durante toda a minha vida.

Helena abaixou a cabeça.

— E continuará sendo bom com você.

As lágrimas escorriam sem parar.

— Quando eu não estiver mais aqui, Ele estará.

Clara respirou lentamente. Cada palavra parecia exigir um esforço enorme.

— Não perca sua fé. Não deixe a dor endurecer seu coração.

Helena assentiu.

— Às vezes não entendemos o que nos acontece, mas saiba que sempre há algo de bom que Deus pode tirar de nossos sofrimentos.

Clara sorriu.

— Você é mais forte do que imagina e não ficará sozinha.

Helena segurou sua mão com mais força.

— Mãe...

— Deus cuidará de você.

As lágrimas escorriam pelo rosto das duas.

— Como sempre cuidou de mim.

Clara fechou os olhos por alguns segundos, reunindo forças. Quando voltou a abri-los, seu olhar parecia mais distante, mas ainda carregava amor.

— Eu tenho tanto orgulho de você, Helena.

Aquelas palavras quebraram o que restava da resistência dela. Helena abaixou a cabeça sobre a mão da mãe e chorou como uma criança.

Clara apenas permaneceu acariciando seus cabelos lentamente, como fizera durante toda a vida. Como uma mãe que, mesmo prestes a partir, ainda encontrava forças para consolar a própria filha.

Helena continuava com a cabeça apoiada sobre a mão da mãe, as lágrimas não paravam de cair.

Por alguns instantes, o quarto permaneceu em silêncio, interrompido apenas pelo som constante dos aparelhos.

Então Clara voltou o olhar para a porta.

— Renato...

A voz saiu tão fraca que quase se perdeu no ambiente. Helena ergueu a cabeça, ao se virar, viu o tio parado próximo à entrada.

Ele também chorava, tentava disfarçar. Mas não conseguia, durante toda a noite havia sido forte por todos. Por Helena, pelos pais idosos e pela própria família.

Mas naquele momento não era apenas um homem tentando ser forte. Era um irmão prestes a perder a irmã mais nova que ele sempre protegeu.

— Entra, Renato. — sussurrou Clara.

Ele aproximou-se devagar, como se cada passo fosse doloroso. Quando chegou ao lado da cama, segurou a outra mão da irmã, durante alguns segundos, nenhum dos dois conseguiu falar.

As lembranças pareciam passar pelos olhos de ambos. A infância, as brincadeiras, uma vida inteira compartilhada.

— Você sempre foi teimosa. — disse Renato por fim, tentando sorrir através das lágrimas.

Clara soltou uma leve risada.

— E você sempre foi mandão.

Os dois sorriram, um sorriso triste, mas cheio de amor.

— Obrigado. — disse Renato.

Ela franziu levemente a testa.

— Pelo quê?

— Por tudo.

A voz dele falhou.

— Por ter sido minha irmã.

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