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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 131

Naquela noite, Eduardo não voltou para casa, permaneceu no hospital durante toda a madrugada.

Helena também quase não dormiu.

Por mais que tentasse se convencer de que Eduardo estava apenas fazendo o que qualquer pessoa faria, a imagem dele carregando Viviane nos braços insistia em voltar à sua mente.

Quando o dia finalmente amanheceu, ela pegou o celular e ficou observando a tela. Nunca havia ligado para Eduardo antes.

Seu dedo pairou sobre o contato por alguns segundos antes que ela reunisse coragem e pressionasse o botão de chamada. Eduardo atendeu no segundo toque.

— Alô.

A voz dele surgiu do outro lado da linha, rouca e cansada. Helena imaginou que ele não tivesse dormido nem um minuto.

— Eduardo... como ela está?

Houve um breve silêncio.

— A cirurgia terminou há pouco. Ela já está no quarto e está sedada.

Helena soltou o ar que nem percebebera estar prendendo.

— E os médicos?

— Disseram que ela está fora de perigo.

— Ainda bem.

Ela ouviu um leve ruído do outro lado da linha, como se Eduardo estivesse passando a mão pelo rosto.

— Você deveria descansar — disse ela em voz baixa.

— Ela levou uma facada que era para mim, Helena. — As palavras vieram carregadas de exaustão. — Eu não posso simplesmente deixá-la aqui sozinha antes que acorde.

Helena fechou os olhos por um instante.

— Entendo — respondeu por fim.

Do outro lado da linha, o silêncio se instalou, um silêncio estranho, cheio de coisas que nenhum dos dois sabia como dizer.

— Obrigado por ligar. — A voz de Eduardo surgiu mais suave dessa vez.

Helena sentiu o coração vacilar.

— Me avise se houver alguma mudança.

Depois de mais alguns segundos, a ligação foi encerrada. Helena permaneceu olhando para a tela apagada do celular.

*****

No hospital…

Assim que encerrou a ligação, o celular voltou a tocar.

Desta vez, era Olívia.

Eduardo atendeu imediatamente.

— Eduardo, meu filho, o que aconteceu? — A voz da mãe estava carregada de desespero. — Você está bem?

Desde as primeiras horas da manhã, diversas pessoas que haviam participado da festa entravam em contato para saber como ele estava. Até então, Olívia e Gilberto desconheciam a gravidade do ocorrido.

Mas alguém lhes enviara um dos vídeos. Ao assistir às imagens, Olívia ficou profundamente abalada. Gilberto precisou ampará-la, e ela só conseguiu se acalmar parcialmente depois de decidir ligar para o filho.

— Sim, mãe. Eu estou bem.

Apesar do tom tranquilo de Eduardo, a resposta não foi suficiente para acalmar seu coração.

— Meu filho... é verdade que tentaram te matar? — Sua voz vacilou. — Meu Deus, por quê?

— Ainda não sabemos quem foi, mas estou bem. Não precisa se preocupar.

— Como não vou me preocupar? — retrucou ela, com a voz embargada. — Eu vi o vídeo, Eduardo.

Ele fechou os olhos por um instante, não havia como amenizar aquilo.

— Foi aquela... aquela mulher que te salvou?

A mudança no tom de Olívia foi perceptível, não havia hostilidade. Apenas uma amarga resignação.

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