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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 133

Eduardo passou os dias seguintes dividido entre o trabalho e o hospital.

Embora tivesse contratado uma enfermeira particular para permanecer ao lado de Viviane vinte e quatro horas por dia, todas as noites ela fazia o mesmo pedido.

— Você pode ficar?

A voz era sempre baixa, fragilizada pela recuperação e Eduardo nunca encontrava uma razão convincente para negar.

Afinal, Viviane estava naquela cama por causa dele.

Assim, suas noites passaram a ser divididas entre a poltrona ao lado da janela, o notebook aberto sobre as pernas e os constantes relatórios da empresa.

Enquanto isso, Helena e Eduardo mantinham contato apenas por mensagens, as conversas eram breves.

Na maioria das vezes, ele apenas informava que permaneceria no hospital mais uma noite.

Pela manhã, Nelson se encarregava de levar roupas limpas, documentos e tudo o que Eduardo precisava para seguir trabalhando sem retornar para casa.

A rotina se repetiu por três dias.

Mas a investigação do atentado continuava praticamente parada. A polícia não possuía uma identificação do agressor.

A motocicleta utilizada na fuga era roubada, as câmeras próximas mostravam apenas fragmentos do trajeto, o capacete escondia completamente o rosto do atacante.

Quem havia planejado aquilo conhecia exatamente os pontos cegos, as rotas de fuga e os limites da vigilância.

Cada nova atualização terminava da mesma forma. Nenhuma pista concreta, nenhum suspeito e nenhum avanço.

Mas existia alguém observando tudo de uma perspectiva completamente diferente.

Leonardo Monteiro.

Ao contrário da polícia, que dependia de processos burocráticos, autorizações e da troca de informações entre diferentes órgãos, Leonardo trabalhava sozinho.

E rápido.

De seu escritório, ele cruzava informações de diversas fontes, analisava imagens públicas e privadas, comparava horários, trajetos, registros digitais e padrões de comportamento.

Onde os investigadores enxergavam peças isoladas, Leonardo enxergava conexões. Seu maior talento não era só invadir sistemas. Era encontrar detalhes que ninguém percebia.

Uma câmera ignorada, um veículo estacionado por tempo demais, uma pessoa aparecendo em lugares diferentes no momento exato.

Pequenas inconsistências que, quando reunidas, começavam a formar um quadro maior. Naquela noite, dezenas de telas iluminavam o ambiente escuro onde trabalhava.

Imagens do hotel, mapas, cronologias e relatórios. Leonardo observava tudo em silêncio, então recostou-se na cadeira.

Algo não encaixava. Desde o início, uma sensação incômoda o acompanhava, uma intuição… e sua experiência havia lhe ensinado a respeitá-la, porque, quase sempre, ela estava certa.

Para qualquer investigador, o caso parecia simples. Alguém tentara assassinar Eduardo Monteiro.

Mas quanto mais Leonardo analisava os acontecimentos, menos acreditava nessa versão. Havia algo errado.

Leonardo observou as imagens mais uma vez, desde que soube do atentado contra seu irmão, ele passou a ficar obcecado em descobrir quem foi e o motivo.

O agressor, a fuga. O momento exato em que Viviane se lançou na frente de Eduardo. Tudo apontava para a mesma conclusão. Eduardo era o alvo, isso era óbvio.

Leonardo apoiou os cotovelos na mesa e entrelaçou os dedos.

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