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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 134

O telefone de Henrique tocou e ele atendeu no mesmo instante.

— Viviane? Como você está? — A preocupação em sua voz era genuína.

Embora tivessem conversado algumas vezes enquanto ela estava internada, ele continuava inquieto. Sabia que aquele era o dia de sua alta e também sabia que ela não voltaria para a casa onde os dois moravam em segredo, mas para o luxuoso apartamento em um dos bairros mais nobres da cidade.

— Estou bem. — respondeu ela.

Henrique soltou um suspiro de alívio.

— Posso ir te ver? Estou com saudades.

A voz dele se tornou mais suave.

Viviane sorriu.

— Eu também sinto sua falta, mas não seria prudente. Eduardo contratou uma enfermeira para cuidar de mim.

Preocupado com sua recuperação, Eduardo havia colocado à sua disposição uma enfermeira particular para acompanhar os medicamentos, os curativos e garantir que ela seguisse todas as recomendações médicas.

Henrique ficou em silêncio por alguns segundos. Ainda tinha dificuldade para acreditar em tudo o que havia acontecido.

— Sabe... até agora eu não consigo entender como você teve coragem de se jogar na frente dele. — Sua voz ficou mais baixa. — Você poderia ter morrido, Viviane.

Ela soltou uma pequena risada. Uma risada tranquila demais para alguém que quase perdeu a vida.

— Tudo tem um propósito, Henrique.

Ele franziu a testa.

— O que isso quer dizer?

Viviane caminhou lentamente até a janela do apartamento. Lá embaixo, a cidade seguia seu ritmo habitual.

— Não se preocupe tanto. — Sua voz voltou a soar doce, mas o sorriso que surgiu em seus lábios era completamente diferente.

— Agora eu tenho Eduardo exatamente onde queria.

*****

Nos dias que se seguiram, a rotina voltou ao normal, ou quase.

Eduardo não retornava mais para casa, desde que Viviane teve alta, eles não se falaram mais, ele continuava visitando-a com frequência, acompanhando sua recuperação e certificando-se de que nada lhe faltasse.

Helena sabia disso e desconfiava que ele passava as noites com ela. Por isso, ela mergulhou no trabalho.

Passava horas na empresa, assumindo compromissos, reuniões e projetos novos. Em algumas noites, sequer voltava para a mansão. Preferia ficar na casa dos tios, cercada pela presença acolhedora da família, a enfrentar sozinha aquela mansão enorme cercada de luxo, mas fria e vazia. A ausência de Eduardo, e a certeza que ele não voltava, doía mais que ela poderia suportar.

E, quando acontecia de se encontrarem, trocavam apenas algumas palavras educadas antes de seguirem caminhos opostos. Era como viver ao lado de um estranho.

Foi então que Helena começou a se lembrar daquilo que sustentara sua mãe durante toda a vida.

A fé.

Clara perdera o marido ainda jovem. Enfrentara dificuldades financeiras, doenças, perdas e, por fim, a batalha contra uma enfermidade terrível e cruel, ela manteve a fé e sempre um sorriso sereno mesmo em meio a dor.

Helena lembrou-se das palavras de Clara em seu leito de morte:

“Não perca sua fé. Não deixe a dor endurecer seu coração.”

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