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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 136

Eduardo sentia-se responsável por Viviane, mas também não podia lhe dar falsas esperanças. Podia sentir o corpo dela junto ao seu e não negava que ainda existia uma centelha do desejo de antigamente. Poderia ceder por pena ou até mesmo por um impulso egoísta de seu lado homem, pelo seu instinto de satisfazer seu desejo, mas isso não seria justo com Viviane e muito menos com Helena.

Apesar de seu casamento com Helena não passar de um contrato, um negócio como gostava de pensar, sentia que a estava traindo. Afinal, ela era sua esposa, ainda que apenas no papel.

Com cuidado, ele a afastou.

— Sinto muito, Viviane. — A voz dele carregava uma rara suavidade. — Não seria justo com você. Me desculpe.

Por um instante, os olhos dos dois se encontraram. Viviane procurou alguma hesitação. Mas encontrou apenas uma decisão fria e sem emoção.

Eduardo pegou o paletó sobre o sofá e caminhou em direção à porta sem olhar para trás. Segundos depois, o som da porta se fechando ecoou pelo apartamento.

Viviane permaneceu imóvel, sozinha na penumbra observando a mesa cuidadosamente preparada, as velas ainda acesas e os pratos intocados.

Toda a esperança que alimentara nos últimos dias pareceu desmoronar diante de seus olhos. Então a tristeza deu lugar à raiva.

Num acesso de fúria, ela varreu a mesa com um único golpe. Taças, pratos e talheres se espalharam pelo chão em meio ao som de vidro se quebrando.

Seu peito subia e descia rapidamente e os olhos, agora não havia docilidade, agora brilhavam de raiva e ressentimento.

— Helena... — sussurrou entre os dentes.

Aquele nome parecia explicar tudo, era a única resposta possível. Viviane fechou as mãos em punhos.

— Eduardo... isto ainda não acabou.

*****

Eduardo foi para seu apartamento naquela noite dividido entre a vontade de voltar para casa e ver Helena e a necessidade de manter distância. Seus sentimentos estavam em completo turbilhão.

Durante toda a vida, Eduardo sempre mantivera o controle sobre qualquer situação, principalmente sobre as próprias emoções após acordar do coma. Mas, desta vez, sabia que, se voltasse para casa, esse controle poderia se romper por completo.

Ao entrar no apartamento, foi recebido pela penumbra e pelo silêncio.

Caminhou até o bar, serviu-se de uma generosa dose de uísque e a bebeu de uma só vez. Depois, serviu outra.

Quando terminou, pousou o copo com força sobre o balcão. Nem o álcool foi capaz de silenciar os pensamentos que insistiam em retornar.

Naquela noite, Eduardo teve um sono agitado, povoado por pesadelos e lembranças dolorosas do passado.

*****

Na manhã seguinte, Eduardo chegou mais cedo do que de costume ao imponente prédio do Grupo Monteiro.

Seu semblante fechado e o olhar frio faziam as pessoas quase paralisarem quando ele passava. Aqueles que tinham o azar de cruzar seu caminho limitavam-se a murmurar um "bom dia", sem esperar qualquer resposta.

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