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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 151

Helena despertou completamente ao reconhecer o portão e, por um instante, levou alguns segundos para se situar. O interior do carro estava silencioso, e a música baixa que tocava ao fundo deixava tudo ainda mais tranquilo.

— Desculpe. — murmurou, passando a mão pelos cabelos. — Acho que apaguei.

Bruno sorriu de leve, sem desviar os olhos dela.

— Acho que você precisava.

Helena sentiu um leve constrangimento por ter adormecido no carro dele.

— Obrigada por me trazer. E por… hoje. — disse, a voz mais baixa.

Bruno sustentou o olhar dela por um instante.

— Eu disse que não precisava agradecer.

— Mesmo assim.

Ele apenas inclinou a cabeça, como se aceitasse aquela pequena rendição.

Do lado de dentro da casa, porém, atrás da cortina entreaberta da janela do quarto do andar superior, Bianca observava a rua, ela reconheceu o carro de Bruno parado e depois de alguns minutos viu Bruno descer, dar a volta no carro e abrir a porta para Helena, ela saiu devagar e parou diante dele, dizendo alguma coisa que Bianca não conseguiu ouvir.

Mas viu o sorriso leve no rosto da prima. Bianca sentiu um aperto estranho no peito.

Observou Bruno inclinar um pouco a cabeça para ouvir Helena, depois responder algo que a fez sorrir de novo, daquela forma contida e bonita que parecia iluminar seu rosto por alguns segundos.

Mesmo à distância, Bianca percebeu o modo como ele olhava para Helena.

Lá fora, Bruno levou a mão ao bolso do paletó e tirou o celular, atendeu e logo em seguida desligou e os dois se despediram.

Helena se virou e caminhou até o portão. Antes de entrar, ainda olhou uma última vez para trás. Bruno continuava ali, ao lado do carro, observando-a com a mesma expressão serena de sempre. Só depois de vê-la entrar ele tornou a assumir o volante e foi embora.

Bianca permaneceu imóvel à janela até o carro desaparecer no fim da rua. Depois ela afastou-se da janela e sentou-se na beira da cama, levando as mãos ao rosto.

No começo, ela sentia apenas admiração, era impossível não admirá-lo.

A educação impecável, a gentileza tranquila, o jeito elegante e discreto com que tratava todos ao redor. Bruno tinha uma presença segura, serena, e ao mesmo tempo calorosa. Não precisava se esforçar para chamar atenção, ele simplesmente chamava.

Em algum ponto que ela já não sabia identificar, admiração havia deixado de ser apenas admiração.

Bianca estava com medo de estar se apaixonando por alguém que talvez nunca a enxergasse.

*****

Com Laura no exterior ao lado da família, Bernardo acumulava responsabilidades e passava boa parte dos dias trabalhando. Frequentemente chegava tarde em casa, exausto, mas nunca deixava de encontrar tempo para Helena, que passava agora mais tempo na casa dos tios do que na própria casa.

Assim como Renato e Glória.

Os dois sempre a haviam tratado com carinho, mas nos últimos meses esse cuidado se tornara ainda mais evidente. Faziam questão de incluí-la em tudo, como se desejassem compensar silenciosamente as ausências que ela carregava.

Olívia também não permitiu que Helena se afastasse.

Embora acreditasse que deveria manter certa distância da família Monteiro, era praticamente impossível recusar os convites para passar uma tarde de domingo ou participar de um jantar na mansão.

No fundo, Helena suspeitava que Olívia soubesse que o contato entre ela e Eduardo era quase inexistente.

Talvez por isso, durante aqueles encontros, ninguém falasse muito sobre ele.

E quando o assunto surgia, limitava-se aos negócios.

Helena acompanhava pela televisão e pelas notícias o avanço das negociações entre os Grupos Monteiro e Walker, um acordo que prometia movimentar bilhões e gerar impactos significativos para a economia do país.

Embora Eduardo e os executivos do Grupo Walker evitassem entrevistas, as coletivas de imprensa eram frequentes e sempre conduzidas pelos assessores das empresas.

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