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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 162

No Brasil, Helena encerrava mais um dia de trabalho. Bianca bateu de leve à porta e entrou logo em seguida.

— Vai pra casa hoje? — perguntou, referindo-se à casa dos tios, onde Helena praticamente vinha morando nos últimos meses.

Helena ergueu os olhos dos documentos e lhe ofereceu um sorriso suave, embora cansado.

— Não, minha querida. Hoje pretendo voltar para casa.

Queria ficar sozinha naquela noite. Se tivesse algo para celebrar, seria apenas ela com ela.

Bianca a observou por um instante, como se tentasse decifrar o que havia por trás daquela serenidade.

— Tem certeza?

Helena sustentou o olhar da prima e assentiu devagar.

— Tenho. Não se preocupe. Pode ir, eu ainda vou terminar algumas coisas.

Bianca hesitou, mas acabou cedendo.

— Tudo bem. Até amanhã.

— Até. E manda um beijo pros tios.

— Pode deixar.

Assim que a porta se fechou, o silêncio voltou a tomar conta do escritório.

Helena ainda permaneceu ali por alguns minutos, organizando alguns papéis. A data a sufocava de um jeito que ela não conseguia explicar nem para si mesma. Dois anos de casamento. Dois anos de um vínculo que existia no papel, diante da sociedade, diante da família… mas que, naquele momento, parecia mais vazio do que nunca.

Respirou fundo, pegou a bolsa e finalmente deixou a empresa.

Já se aproximava do carro, quando uma voz masculina a chamou às suas costas.

— Helena.

Ela parou imediatamente.

Aquela voz despertou lembranças que ela preferia manter enterradas. Seus ombros se enrijeceram antes mesmo que se virasse. Fechou os olhos por um breve instante e então se voltou devagar.

Danilo estava a poucos metros, observando-a com um leve sorriso.

Helena o encarou em silêncio. Havia tempo que não o via de perto, mas ele continuava praticamente o mesmo: bem vestido, postura impecável, o cabelo alinhado, a expressão de homem seguro de si. Apenas havia algo diferente no rosto, um certo desgaste ao redor dos olhos, como se a vida não tivesse sido tão gentil quanto ele costumava esperar.

— O que você quer? — perguntou, sem rodeios.

Danilo pareceu absorver a frieza dela antes de responder.

— Eu queria conversar com você.

— Não temos nada para conversar.

Ela se virou, pronta para entrar no carro, mas a voz dele veio novamente.

— Por favor, Helena. Eu sei que não tenho o direito de te pedir nada, mas… me ouve por alguns minutos.

Ela fechou os olhos, exausta.

Era tudo o que não queria naquela noite. Reviver o passado. Lidar com mais uma dor antiga, quando já mal conseguia suportar a dor do presente.

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