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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 163

Helena ficou imóvel, o rosto impassível, embora por dentro algo se contraísse, não por emoção, mas pelo desconforto daquela confissão, pelo peso do passado sendo arrastado de volta à superfície justo quando ela já estava fragilizada demais.

— Não diga isso — murmurou, por fim.

— É a verdade.

— Não, Danilo. — A voz dela saiu baixa, mas firme. — Não transforme arrependimento em sentimento. São coisas muito diferentes.

Ele passou a mão pelo maxilar, como se buscasse as palavras certas.

— Talvez eu tenha entendido isso tarde demais. Talvez eu só tenha percebido o que perdi quando já era tarde. Mas eu pensei em você todos esses anos.

Helena o encarou sem vacilar.

— Pensou em mim… ou no que eu me tornei depois?

A pergunta o fez hesitar, e Helena percebeu. Aquilo bastou para fazê-la sorrir sem alegria.

— Viu? — disse ela, inclinando-se um pouco para trás na cadeira. — Você pode até acreditar na sua própria versão da história, Danilo, mas eu não sou mais aquela garota que acreditava em tudo o que você dizia.

— Eu sei que te magoei. Sei que fui covarde. Mas não estou aqui por interesse.

Helena desviou o olhar para a janela por um instante. Lá fora, a noite seguia indiferente, as luzes da cidade se espalhando como se nada tivesse importância.

— Você escolheu ir embora — disse, voltando a encará-lo. — Escolheu me deixar justamente quando a minha vida estava desmoronando. Não foi um acidente, não foi um mal-entendido. Foi uma escolha.

Danilo abaixou a cabeça por um instante, como se recebesse a sentença que já esperava.

— Foi o maior erro da minha vida.

Helena respirou fundo.

Talvez, em outro momento, aquelas palavras tivessem provocado algo nela, raiva, mágoa, desejo de revanche. Danilo já não tinha o poder de feri-la como antes. O problema era que o vazio dentro dela tinha outro nome, outro rosto, e estava a um oceano de distância.

— Eu não sei o que você espera de mim. — disse, com honestidade. — Agora sou uma mulher casada. O que existia entre nós ficou no passado.

Danilo a fitou com intensidade.

— E se eu disser que quero apenas o seu perdão.

Helena ficou em silêncio por um segundo. Então ergueu os olhos para ele, serena, mas firme:

— A mágoa que sentia por você já não existe mais.

A resposta caiu entre os dois como uma porta se fechando.

Danilo desviou o olhar por um breve momento. Helena, no entanto, já não tinha forças para prolongar aquela conversa. Pegou a bolsa sobre a cadeira e se levantou devagar.

— Acho que já ouvi o suficiente por hoje.

Danilo também se levantou de imediato.

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