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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 171

Depois de passarem pela segurança, os dois seguiram até a sala VIP da companhia aérea, já que ainda tinham algum tempo antes da chamada do voo.

Helena aproveitou para conferir algumas mensagens no celular, responder Bianca e revisar mais uma vez os e-mails da empresa. Bruno foi buscar café para os dois e, quando voltou, encontrou-a concentrada na tela, com a testa levemente franzida.

— Se continuar assim, vai transformar essa viagem inteira em expediente — disse ele, entregando-lhe o copo.

Ela aceitou o café e sorriu de leve, e então ergueu os olhos para Bruno.

— Eu poderia dizer o mesmo de você. Afinal você é bastante ocupado, e fiquei surpresa em ter conseguido tempo para ir nessa viagem comigo.

Bruno entregou o café a ela e apenas sorriu. Ele havia desmarcado várias reuniões importantes e uma outra viagem apenas para acompanhar Helena. Na verdade, a presença dele ali não era necessária, mas ele argumentou que queria estar presente para analisar as pedras.

Bruno sentou-se ao lado dela, sem pressa, observando-a por um instante antes de recostar-se na poltrona.

— Vai tentar descansar no voo?

— Talvez um pouco. Não dormi muito bem essa noite.

O comentário saiu simples, mas bastou para que Bruno a olhasse com mais atenção.

— Está tudo bem?

Helena levou o copo aos lábios, evitando sustentar aquele olhar por muito tempo.

— Só cansaço.

Bruno percebeu que havia mais do que isso. Percebeu pelo modo como ela desviou o rosto, pela sombra discreta que atravessou seus olhos antes de desaparecer. Mas não insistiu.

Sabia que Helena não era uma mulher que se abria facilmente, sobretudo quando se tratava de algo íntimo. E, por mais que o impulso de cuidar dela crescesse a cada dia, também sabia que havia limites que ainda não podia ultrapassar.

Pouco depois, o embarque foi anunciado.

Os dois se levantaram e seguiram para o portão, misturando-se aos demais passageiros. Bruno ficou com os cartões de embarque enquanto Helena ajustava a bolsa no ombro. Já na fila, ele voltou-se para ela com um meio sorriso.

— Se eu prometer não falar de pedras ornamentais durante o voo, você promete dormir?

Helena o olhou, divertida apesar do cansaço.

— Não sei se consigo confiar nessa promessa.

— Justo.

Ela balançou a cabeça, contendo um sorriso mais aberto, e os dois seguiram para a aeronave.

E, em algum ponto do mesmo aeroporto, Eduardo já deixava o terminal sem imaginar que a mulher em quem pensara por um segundo estava, naquele exato momento, embarcando para outra cidade ao lado de Bruno Lima.

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