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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 250

— Eduardo é mais difícil de entender. — Ela sorriu de leve. — Ele olha para Helena como um homem que ainda não sabe o que fazer com aquilo que sente.

John ergueu uma sobrancelha.

— Você percebeu tudo isso em apenas uma noite?

Elizabeth soltou uma pequena risada.

— Não estou dizendo que tenho certeza. Apenas... foi a impressão que tive.

John permaneceu calado por um instante.

— Acha que há alguma coisa entre eles não dita.

— Exatamente.

Elizabeth levantou-se e caminhou até a janela.

A lua continuava refletida sobre o mar, formando uma trilha prateada sobre as águas escuras.

— Talvez eles tenham feridas que ainda não se cicatrizaram ou ainda não saibam o que fazer com o que sente — disse ela.

John aproximou-se por trás e envolveu a cintura da esposa.

— Você está preocupada com ela.

Elizabeth apoiou a cabeça no peito dele.

— Estou.

— Mesmo conhecendo-a apenas hoje?

— Algumas pessoas não precisam de muito tempo para percebermos quando estão carregando uma dor grande demais..

John beijou suavemente seus cabelos.

— E o que pretende fazer?

Elizabeth virou o rosto para ele.

— Nada.

John pareceu surpreso.

— Não cabe a nós interferir na vida deles. — Ela sorriu. — Mas posso rezar.

John sorriu.

— Você sempre faz isso.

Os dois ficaram em silêncio por alguns instantes. Então John ficou sério novamente.

— Lizzie...

Ela percebeu a mudança em sua expressão.

— O que foi?

— Você realmente acredita que eles podem chegar ao que nós temos?

Elizabeth não respondeu imediatamente. Olhou para o mar através da janela e depois voltou os olhos para o marido.

— Eu não sei. — Ela fez uma pequena pausa. — Mas sei que nós também não começamos assim como estamos hoje.

John baixou os olhos. Elizabeth tocou seu rosto.

— Nós quase nos perdemos, John.

— Eu sei.

— E se tivéssemos desistido um do outro naquela época...

Ela não terminou, não precisava. John segurou sua mão e a beijou.

— Eu não consigo imaginar minha vida sem você.

Elizabeth sorriu.

— É por isso que espero que Eduardo e Helena descubram a tempo o que nós demoramos tanto para entender.

John a abraçou com mais força.

— E se não descobrirem?

Elizabeth encostou o rosto no peito dele.

— Então espero que, pelo menos, não precisem aprender da maneira mais dolorosa.

John permaneceu abraçado à esposa enquanto os dois contemplavam o mar.

Do lado de fora, a noite permanecia tranquila.

Mas, naquela suíte, duas pessoas que haviam aprendido o preço de quase perder o amor de suas vidas, carregavam agora uma pequena esperança por um casal que mal conheciam.

*****

O dia começava a clarear quando o carro de Eduardo parou em frente a mansão.

A noite, que havia começado de maneira memorável, terminou em um hospital. Felizmente, a senhora Carmen estava bem. Olívia permaneceu no hospital fazendo companhia à mãe, enquanto Benjamin, irmão de Olívia, havia sido avisado e pegou o primeiro voo, preocupado com a mãe.

Assim que desceram do carro, o cansaço da longa noite tornou-se evidente.

Helena estava com os pés doloridos e machucados por causa dos saltos muito altos. Por isso, carregava as sandálias em uma das mãos e caminhava com certa dificuldade.

— Está doendo muito?

Helena olhou para ele e encontrou preocupação em seus olhos.

— Um pouco.

Antes que pudesse dizer qualquer coisa, Eduardo a tomou nos braços.

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