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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 251

Em outra parte da cidade, Bianca estava diante de uma tela quando os raios de sol atravessaram as cortinas do ateliê.

O quadro de Bruno permanecia escondido atrás das outras telas. Diante dela, porém, havia uma nova pintura.

Bianca trabalhara freneticamente naquela tela, extravasando nela seus sentimentos, sua dor e tudo aquilo que não conseguira dizer em palavras.

Afastou-se um pouco e observou a obra por longos minutos.

Não havia pintado um rosto nem uma paisagem qualquer. Era apenas uma mulher diante de um horizonte, cercada por tons escuros, enquanto, ao longe, surgia uma pequena faixa de luz.

Bianca aproximou-se e tocou delicadamente a tela, sentindo a textura da tinta sob as pontas dos dedos.

Seus olhos percorreram a figura feminina. Era a silhueta de uma mulher, o vento levantava seus cabelos e, embora o rosto permanecesse escondido pelas sombras, havia algo em sua postura que dizia muito.

Quem observasse com atenção perceberia que ela não encarava os tons escuros que a cercavam, seu olhar estava fixo na pequena faixa de luz ao longe.

Como se aquela luz representasse uma esperança, mesmo que pequena e distante, mas ainda assim, esperança.

Bianca soltou um suspiro e então voltou-se para a outra tela, ainda em branco. Ficou alguns instantes diante dela, como se tentasse decidir o que queria pintar.

Fechou os olhos e começou novamente.

As horas passaram sem que Bianca percebesse. Quando finalmente se afastou da tela, permaneceu em silêncio, contemplando a nova pintura por um longo tempo.

Dessa vez, seu olhar demorou ainda mais sobre a obra e um suspiro escapou de seus lábios. Então pegou um tecido e cobriu cuidadosamente o quadro.

Finalmente, Bianca deixou o ateliê. Ao passar pela sala, encontrou a mãe, Glória, que se assustou ao vê-la ainda usando a roupa da noite anterior.

— Filha! O que aconteceu? — perguntou, preocupada. — Onde você estava?

Bianca desviou o olhar e continuou caminhando.

— Estava no ateliê.

— Querida, pensei que estivesse dormindo. Nós já almoçamos. Você não vai comer nada?

Enquanto Glória falava, Bianca já subia as escadas, sem olhar para trás.

— Estou sem fome, mãe...

Entrou no quarto e se jogou na cama, exausta. Seu corpo finalmente cobrava o preço de uma noite inteira sem dormir.

Antes de fechar os olhos, porém, uma última imagem surgiu em sua mente: Bruno sorrindo para ela.

*****

Felizmente, era final de semana.

Helena acordou e percebeu que as cortinas blackout impediam que a luz do sol entrasse no quarto.

Sentia o corpo indisposto depois de uma noite sem dormir. Com dificuldade, levantou-se e percebeu que os pés ainda estavam doloridos, embora muito melhores depois dos cuidados de Eduardo.

Enquanto caminhava até o banheiro, tentou afastar as lembranças da noite anterior, principalmente pela maneira como ele cuidou de seus pés.

Mas parecia impossível.

Tomou um banho demorado. A água morna trouxe alívio ao corpo cansado e ajudou a afastar um pouco o peso da noite.

Depois de vestir um vestido simples de cor clara, olhou para o relógio e se surpreendeu, passava da uma da tarde.

Helena desceu as escadas e foi direto para a cozinha. Estava faminta.

Era dia de folga das empregadas e, ao abrir a geladeira, encontrou uma refeição preparada pelo chef Augusto. Bastava aquecê-la.

Enquanto colocava a comida no micro-ondas, pensou em Eduardo. Foi então que percebeu um pequeno papel sobre o balcão.

Helena franziu a testa e pegou o bilhete.

A letra era firme e elegante.

"Fui ao hospital visitar a vovó. Eduardo."

Helena leu uma vez, depois, novamente. Seus olhos percorreram a caligrafia firme, surpreendentemente bonita e cheia de personalidade.

Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios, era apenas um bilhete. Mas, de alguma maneira, aquela pequena delicadeza a tocou.

Eduardo poderia simplesmente ter ido sem dizer nada, mas pensou nela. Helena balançou levemente a cabeça, como se quisesse afastar aquele pensamento.

— Não comece a imaginar coisas… — Murmurou para si mesma.

Pegou a comida e comeu rapidamente. Assim que terminou, pegou a bolsa e deixou a mansão. Se Eduardo estava no hospital com Carmen, ela também queria saber como a avó dele estava.

*****

Helena chegou ao hospital e seguiu diretamente para o quarto VIP. Antes de entrar, porém, ouviu várias vozes conversando lá dentro e hesitou.

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