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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 257

Helena terminou o banho e abriu a pequena bagagem que Olga havia preparado.

Havia um vestido confortável, simples que lhe conferia uma delicadeza incomum, além de uma muda de roupas íntimas.

Ela se vestiu rapidamente, penteou os cabelos ainda úmidos e respirou fundo antes de abrir a porta.

Ao sair do banheiro, olhou em volta, o quarto estava vazio. Helena soltou um suspiro de alívio escapar dos lábios, quase sem perceber.

Pensou que Eduardo já havia descido, ela caminhou alguns passos pelo quarto, ajeitando distraidamente o vestido, quando ouviu uma voz atrás de si.

— Está pronta?

Helena levou um susto e virou rapidamente.

Eduardo estava parado próximo à porta da varanda, ela não havia percebido que ele estava ali e por alguns segundos, os dois apenas se olharam.

Havia algo estranho naquele silêncio. Um constrangimento que nenhum dos dois sabia explicar ou talvez soubessem muito bem. Nem mesmo no sítio, eles sentiram algo tão forte.

Helena desviou os olhos primeiro.

— Sim.

Eduardo também desviou o olhar e passou uma das mãos pelos cabelos, tentando recuperar a habitual expressão controlada.

— Estão esperando por nós para o almoço.

— Ah... certo.

Nenhum dos dois se moveu imediatamente. Eduardo foi o primeiro a despertar de um estado de quase transe e caminhou até a porta e a abriu para ela.

— Vamos?

Ela assentiu e passou por ele evitando erguer os olhos.

O caminho até a sala de jantar foi silencioso e o corredor parecia interminável até chegar à escada. Quando chegaram à ante-sala, encontraram a família reunida.

Todos olharam para os dois. Alguns sorriram e outros trocaram olhares discretos. Olívia, porém, foi a primeira a falar com um sorriso divertido em seus lábios.

— Finalmente! Vocês demoraram.

Helena sentiu o rosto aquecer imediatamente.

— Nós...

Ela parou, sem saber o que dizer. Eduardo, ao lado dela, permaneceu impassível.

— Helena levou uma bolada na cabeça. Precisava descansar.

Olívia ergueu as sobrancelhas, contendo um sorriso.

— Claro.

Aquela única palavra, acompanhada daquele olhar, fez Helena corar ainda mais. Leonardo percebeu e tentou disfarçar o riso. Alberto, por outro lado, olhou para Helena com preocupação.

— Está melhor?

— Estou. Foi só um susto.

— Ainda bem.

Eduardo lançou um olhar rápido para Alberto. Depois colocou discretamente a mão nas costas de Helena.

— Vamos almoçar.

O gesto pareceu natural para todos. Mas Helena sentiu o calor da mão dele através do tecido do vestido e Eduardo percebeu que ela ficou ligeiramente tensa.

Os familiares começaram a se dirigir para a sala de jantar. Olívia e Gilberto foram a frente ao lado deles, Benjamin e Constância, Eduardo e Helena seguiram logo atrás. Em nenhum momento Eduardo tirou as mãos das costas de Helena, poucos passos atrás vinham Leonardo e Alberto, este não tirava os olhos do casal que caminhava à sua frente.

Eduardo sentiu o olhar de Alberto e algo dentro dele se inquietou.

*****

O almoço transcorreu em clima descontraído.

Carmen estava feliz, ter a família reunida ao redor daquela mesa parecia um presente. Ela recordou histórias antigas de quando Benjamin e Olívia ainda eram crianças e, depois, das travessuras dos netos.

As lembranças provocaram risos e comentários entre todos.

Em determinado momento, porém, Carmen parou de falar e seu olhar percorreu lentamente a mesa.

Passou por Olívia e Gilberto, por Benjamin e Constância, depois pelos netos Leonardo e Alberto. Até por Margareth que finalmente havia deixado o celular de lado. Por fim, demorou-se um pouco mais em Eduardo e Helena.

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