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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 263

— Senhor, o helicóptero do senhor Walker chega em cinco minutos.

Murilo anunciou ao entrar no escritório.

Eduardo ergueu os olhos sérios dos documentos que analisava e Murilo percebeu que havia uma discreta olheira no chefe.

— Ótimo. Vá recebê-lo e encaminhe-o para a sala de reuniões.

— Sim, senhor.

Após a saída de Murilo, Eduardo recostou-se na cadeira.

Não parecia em nada o homem destruído do dia anterior. Não havia qualquer sinal de seus conflitos internos, exceto pelas discretas olheiras que denunciavam uma noite mal dormida.

Eduardo voltara a ser o empresário que o mundo conhecia.

Frio. Calculista. Distante.

Poucos minutos depois, os principais diretores e executivos do Grupo Monteiro já estavam reunidos na grande sala de reuniões. Gilberto estava entre eles como membro do conselho.

Eduardo entrou por último.

Como sempre, mantinha a postura ereta e a expressão controlada. Caminhou até o lugar reservado à presidência sem olhar para ninguém, concentrado no que estava prestes a acontecer.

Era a primeira reunião com John Walker em solo brasileiro.

Embora sua postura transmitisse segurança absoluta, Eduardo sentia uma apreensão que não permitiria que ninguém percebesse.

As portas duplas abriram e Murilo deu passagem para John Walker e sua comitiva.

Bruce Pratt vinha logo atrás, acompanhado dos executivos que haviam chegado anteriormente, mas havia mais alguém.

Um rapaz caminhava ao lado de John.

Parecia ter cerca de quatorze anos. Era alto para a idade, ainda magro, mas já possuía uma elegância natural. Os cabelos escuros e os traços firmes lembravam imediatamente o pai.

Todos se levantaram.

Alguns executivos trocaram olhares discretos. Era a primeira vez que muitos deles estavam diante de John Walker, um dos empresários mais poderosos e temidos do mundo dos negócios.

Eduardo caminhou até ele com um sorriso cordial e estendeu a mão.

— Senhor Walker, é uma honra recebê-lo no Grupo Monteiro.

John apertou sua mão com firmeza.

— A honra é minha, senhor Monteiro.

Então Eduardo voltou os olhos para o rapaz ao lado dele.

John percebeu o olhar e sua expressão mudou. O olhar antes, severo e calculista, suavizou-se. Havia orgulho e ao mesmo tempo carinho.

Por um breve instante, não parecia o poderoso John Walker que todos conheciam, mas apenas um pai olhando para o filho.

— Este é meu filho mais velho, Anthony.

Anthony deu um passo à frente e Eduardo estendeu a mão para cumprimentá-lo.

— Muito prazer, senhor Anthony. Sinta-se à vontade.

O rapaz apertou sua mão com firmeza. Eduardo se surpreendeu quando Anthony sustentou seu olhar sem hesitação.

Os olhos eram negros como os do pai, mas havia neles uma segurança incomum para alguém tão jovem.

— Muito prazer, senhor Monteiro.

A voz era tranquila e segura.

John observou os dois e sorriu discretamente.

— Talvez esteja se perguntando o que ele está fazendo aqui.

Eduardo sorriu.

— Confesso que fiquei curioso.

John colocou uma das mãos no ombro do filho.

— Anthony tem me acompanhado em algumas negociações. Quero que comece a conhecer o mundo dos negócios de perto.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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